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Continua debandada de vereadores no Chega: partido deixa de ter representação no Funchal

Renata Lima Lobo 18 de fevereiro de 2026 às 15:56

Em pouco mais de quatro meses, o Chega perdeu nove vereadores municipais. Os últimos dois são da Madeira.

Os dois vereadores eleitos pelo Chega na Câmara Municipal do Funchal abandonaram o partido, deixando-o sem representação na capital madeirense. Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas juntam-se a outros sete vereadores que nos últimos meses também cortaram relações com o partido de André Ventura.
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Chega de André Ventura continua a perder vereadores
Foto: Lusa
Vista da cidade do Funchal, na Madeira
Foto: Miguel Baltazar/Sábado
Depois do vereador Jorge Afonso Freitas ter decidido abandonar a militância no Chega, Luís Filipe Santos seguiu-lhe os passos, avança esta quarta-feira o . "Deixaram de existir condições políticas, éticas e estratégicas para continuar integrado no atual projeto do Chega na Madeira", explicou ao diário Luís Filipe Santos, que se manterá em funções na vereação, como independente. Entre as razões que contribuíram para o que classifica como "uma degradação do ambiente político interno e da ausência de estabilidade", estão a ausência de representação da Madeira numa convenção autárquica nacional do Chega: "Todo o país esteve representado, menos a Região. A informação foi-nos literalmente ocultada", lamentou. "São situações como esta que fazem com que, na Madeira, o Chega não seja, na minha opinião, um partido viável. Infelizmente, tornou-se um partido que serve apenas três ou quatro pessoas", afirmou o vereador ao diário, questionando a liderança de Miguel Castro, presidente do Chega-Madeira. Jorge Afonso Freitas e Luís Filipe Santos são mais dois nomes de um conjunto de vereadores eleitos que têm abandonado as fileiras do Chega, em poucos meses. , contavam-se já sete casos idênticos, entre os quais o da vereadora Ana Simões Silva, vereadora na Câmara Municipal de Lisboa, numa situação que resultou numa nova para o executivo de Carlos Moedas.
Desde as últimas autárquicas, a primeira situação de um vereador eleito do Chega que passou a desempenhar funções como independente aconteceu em Mirandela, com Luís Saraiva, que já tomou posse sem estar ligado ao partido, 11 dias após as eleições. Em Coimbra, Maria Lencastre Portugal também abandonou o Chega, mantendo o mandato, tal como António Barbosa, em Vila Nova de Gaia, e Emanuel Vindeirinho, na Marinha Grande. Por outro lado, no histórico das renúncias após eleições, foram substituídos por outros membros das listas do Chega os vereadores eleitos Rui Alexandre Pires Campos Silva (Odemira) e Maria Inês da Graça Louro (Azambuja). Nas eleições autárquicas de 12 de Outubro, o partido Chega cresceu exponencialmente relativamente às eleições de 2021, passando de 19 para um total de 137 vereadores eleitos em todo o território nacional. Na legislatura anterior, 11 acabaram por abandonar o partido ou renunciar aos cargos.
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