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André Ventura diz que desapareceram do seu gabinete documentos relacionados com Luís Neves

Isabel Dantas 28 de julho de 2026 às 12:05

Líder do Chega explicou ainda que foi a "senhora da limpeza" quem encontrou o seu gabinete na Assembleia da República "vandalizado". A PJ está no local.

A André Ventura explicou aos jornalistas que documentos relacionados com a a Luís Neves estão entre os bens que desapareceram do seu gabinete na Assembleia da República esta terça-feira. O presidente do Chega mostrou nas redes sociais imagens do espaço remexido, afiançando que "alguém estava à procura de alguma coisa".

André Ventura, líder do Chega Lusa

"Na manhã de hoje foi detetado que alguém se introduziu no gabinete onde trabalho, vandalizando-o e levando algumas coisas que ali estavam. Os factos foram detetados pela senhora que faz a limpeza e depois, já com a presença da GNR, por um dos deputados do Chega", começou por explicar André Ventura.

O presidente do partido deu conta que a Polícia Judiciária está no local e explicou que desapareceram "um bem de natureza pessoal, dois tipos de documentos e duas pens com informação relacionadas com assuntos diferentes". "Espero que possam ser recuperados brevemente. Um dos lotes de documentos que desapareceram estava numa mesa à entrada e tinha a ver com a Comissão Parlamentar de Inquérito ao doutor Luís Neves", especificou, acrescentando que o outro diz respeito a informação política com mais de um ano, relacionada com o gabinete do primeiro-ministro.

Quando questionado se o furto estaria relacionado com a investigação ao ministro da Administração Interna, Ventura disse querer "deixar isso para quem em está a ver". "Mas não posso deixar de dizer que na sexta-feira, quando cheguei a um evento no Porto, perguntaram-me sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito e eu disse que tinha de avançar, também por documentos que tinham chegado à nossa posse. E hoje aconteceu isso, não posso deixar de fazer associações entre as duas coisas."

André Ventura acrescentou ainda as portas do gabinete ficam por hábito abertas, "até porque há segurança policial em permanência". "É aqui, no Parlamento, que temos de sentir que estamos em segurança. Se os documentos não podem estar em segurança no Parlamento, onde poderão estar?", questionou, explicando que não há câmaras de videovigilância naquela zona.

O líder do partido não tem dúvidas de que se tratou de "um ataque ao Chega e à posição que o partido tem tido de defesa da democracia". "Quando é assim, temos de dizer que não obstante causarem-nos dificuldades, vamos continuar. Espero que os documentos que possam reaparecer."

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