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Ana e Paula vendiam contrafação. Uma denunciou a outra e a vingança degenerou num assalto violento
O que começou como uma rivalidade no mundo têxtil terminou numa madrugada de terror em Igreja Nova, segundo o MP: quatro homens encapuzados entraram na casa da família C., agrediram todos os membros e fugiram com dinheiro e ouro após um ataque brutal.
Durante anos, Ana M. e Paula C. trabalharam no mesmo ramo: confeção têxtil, incluindo peças contrafeitas. A relação nunca foi boa, mas piorou depois de, em 2020, Ana M. ter sido alvo de uma inspeção da ASAE. Nessa operação foram apreendidos artigos contrafeitos e 168 mil euros em dinheiro, e a arguida convenceu-se de que tinha sido Paula C. a denunciá-la.
DR
"Ou falas ou mato o teu filho"
Já no quarto dos filhos, todos estavam juntos quando outro dos intrusos apontou uma arma à cabeça do filho e disse a Paula: “Ou falas ou eu mato o teu filho!”. O marido e o filho levaram pancadas com um pé-de-cabra, enquanto a filha e Paula continuavam a ser agredidas e pressionadas a revelar a localização de mais dinheiro. O ataque só terminou quando os assaltantes acharam que o alarme tinha disparado. Paula aproveitou a confusão e disse que tinha chamado a polícia, embora não fosse verdade. Os indivíduos fugiram em poucos segundos, levando todo o dinheiro e o ouro. A família ficou gravemente ferida. Paula sofreu fraturas no nariz, hematomas por todo o rosto e cabeça e ainda hoje está em tratamento. O marido ficou com lesões auditivas e uma perfuração do tímpano. A filha teve lesões cervicais que a incapacitaram durante três dias. O filho teve de ser suturado na cabeça e ficou quinze dias limitado pelas lesões. O Ministério Público descreve todo o ataque como consequência direta da animosidade entre Ana M. e Paula, que acabou por culminar num plano de vigilância, perseguição e violência extrema. O Tribunal de Braga absolveu, a 26 de janeiro, os oito arguidos deste caso, acusados dos crimes de associação criminosa, sequestro e roubo. A defesa dos queixosos, que alegam a veracidade do "sequestro" e do "roubo", vai recorrer para o Tribunal da Relação de Guimarães, pugnando pela condenação. A sentença prende-se, nomeadamente, com o facto de os assaltantes terem atuado com a cara tapada e de a identificação feita pelas testemunhas não ter sido cabal, no sentido de os reconhecer. Os indivíduos acusados pelo Ministério Público têm cadastro por crimes violentos.
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