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Alcochete: Bruno de Carvalho e restantes arguidos vão a julgamento

01 de agosto de 2019 às 13:53

Decisão instrutória, a cargo do juiz de instrução criminal Carlos Delca, foi anunciada esta quinta-feira. Ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, aconteceu a 15 de maio de 2018.

O antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho e os restantes arguidos do processo do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, a 15 de maio de 2018, vão ser julgados pelas agressões aos jogadores "leoninos". A decisão instrutória, a cargo do juiz de instrução criminal (JIC) Carlos Delca, foi comunicada aos arguidos esta quinta-feira. 

Todos os arguidos ainda em prisão preventiva vão passar para prisão domiciliária, exceto o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, Mustafá, que vai continuar em prisão preventiva. Já BdC, que estava sujeito à medida de coação de apresentações diárias às autoridades, passa a apresentar-se "quinzenalmente".

Como foi preparado o ataque à Academia de Alcochete

Despacho de acusação do Ministério Público divulga as ameaças, os planos para o ataque em grupos de WhatsApp e a ligação próxima entre o então presidente, Bruno de Carvalho, e os dirigentes da claque Juventude Leonina. - Portugal , Sábado.

Despacho de acusação do Ministério Público divulga as ameaças, os planos para o ataque em grupos de WhatsApp e a ligação próxima entre o então presidente, Bruno de Carvalho, e os dirigentes da claque Juventude Leonina. - Portugal , Sábado.

Já os advogados dos arguidos defenderam a nulidade da acusação do MP, alegando existirem ilegalidades na recolha de provas.  No entender da defesa dos arguidos, existiu "uma nítida ausência de controlo dos meios de obtenção de prova" e que, por isso, o juiz Carlos Delca teria de "destruir toda a prova e todo o processo".

Violência em Alcochete: o cinto até ficou sem fivela

Tochas, cintos e bastões foram as armas predilectas do ataque em Alcochete. Mas destes três, o cinto ganha especial destaque: foi usado contra o treinador Jorge Jesus, o seu adjunto Raúl Nunes, o diretor de operações da Academia, Ricardo Gonçalves, e os jogadores William Carvalho e Bas Dost.

Tochas, cintos e bastões foram as armas predilectas do ataque em Alcochete. Mas destes três, o cinto ganha especial destaque: foi usado contra o treinador Jorge Jesus, o seu adjunto Raúl Nunes, o diretor de operações da Academia, Ricardo Gonçalves, e os jogadores William Carvalho e Bas Dost.


Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à Academia do Sporting, o MP imputou-lhes na acusação a coautoria de crimes de terrorismo, de 40 crimes de ameaça agravada, de 38 crimes de sequestro, de dois crimes de dano com violência, de um crime de detenção de arma proibida agravado e de um de introdução em lugar vedado ao público. O antigo presidente do clube Bruno de Carvalho, Mustafá e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, foram acusados pelo MP, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. Mustafá está também acusado de um crime de tráfico de droga. 

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