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Aeroporto: Pinto Luz destaca papel de Luís Neves na redução dos tempos nas fronteiras

Lusa 22 de julho de 2026 às 14:59

O governante quis deixar um agradecimento público ao ministro da Administração Interna, sublinhando que o reconhecimento não resultava das circunstâncias políticas do momento, mas de uma questão de justiça.

O ministro das Infraestruturas atribuiu esta quarta-feira ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, a melhoria do controlo fronteiriço no aeroporto de Lisboa, que anteriormente classificara como um "embaraço nacional".

Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas Pedro Ferreira

"Hoje, no aeroporto de Lisboa, temos uma redução para metade dos tempos que tínhamos nas fronteiras", declarou Miguel Pinto Luz durante a apresentação da estratégia aeroportuária para a região de Lisboa, no âmbito da apresentação do relatório técnico para o novo aeroporto de Lisboa.

O governante quis deixar um agradecimento público ao ministro da Administração Interna, sublinhando que o reconhecimento não resultava das circunstâncias políticas do momento, mas de uma questão de justiça.

"Ao meu colega de Governo Luís Neves, o nosso sincero obrigado. E digo o nosso em nome dos portugueses", afirmou.

Os elogios de Miguel Pinto Luz surgem numa altura em que Luís Neves está envolvido numa polémica relacionada com obras realizadas numa propriedade sua em Odemira pela empresa Construbarcelos e com um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga, posteriormente encontrado nas instalações da mesma empresa.

A Polícia Judiciária abriu um inquérito sobre a movimentação do atrelado, enquanto a Procuradoria-Geral da República confirmou a existência de uma investigação relacionada com bens apreendidos no âmbito da denominada "Operação Pacoba".

Pinto Luz recordou que as filas e os tempos de espera no controlo fronteiriço chegaram a ser um "embaraço nacional", atribuindo a melhoria ao trabalho de várias equipas e, em particular, à liderança e à "capacidade de resolver" de Luís Neves.

Os constrangimentos agravaram-se durante a implementação do novo Sistema de Entrada/Saída da União Europeia, o EES, que substituiu os carimbos nos passaportes por registos digitais e recolha de dados biométricos. Em abril, a recolha de biometria chegou a ser suspensa nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro devido aos tempos de espera.

Para agilizar o processo, o aeroporto de Lisboa passou a contar com mais postos de controlo manual e portas eletrónicas e foi igualmente reforçada a presença policial.

Pinto Luz atribuiu a melhoria registada no aeroporto Humberto Delgado ao trabalho das equipas envolvidas, destacando a liderança e a capacidade de resolução demonstradas por Luís Neves.

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"Era, de facto, um embaraço nacional", recordou o ministro das Infraestruturas, sustentando que o aeroporto de Lisboa funciona atualmente melhor e presta um serviço mais eficiente aos passageiros, apesar dos constrangimentos provocados pelas obras em curso.

O ministro referiu que o aeroporto de Lisboa passou de cerca de 20 milhões de passageiros em 2012 para 36 milhões, uma evolução que aumentou a pressão sobre as infraestruturas e sobre os serviços de controlo fronteiriço.

Pinto Luz destacou igualmente a evolução do tráfego nos restantes aeroportos nacionais, indicando que o Porto passou de pouco mais de oito milhões de passageiros para cerca de 17 milhões, Faro de cinco para 10 milhões, o Funchal de 2,5 para cinco milhões e Ponta Delgada de 1,5 para três milhões.

Na mesma intervenção, o governante rejeitou que a apresentação dos investimentos aeroportuários fosse uma iniciativa de propaganda ou uma tentativa de "branquear" os últimos dois anos, defendendo que o objetivo era reforçar a transparência sobre o trabalho desenvolvido.

"É a tentativa de ser ainda mais transparente do que fomos nos dois últimos anos", afirmou, considerando que Portugal está a viver "os maiores investimentos de sempre" nas infraestruturas aeroportuárias.

Pinto Luz atribuiu ainda ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, um papel que defende ser determinante na concretização destes projetos, destacando que "assume riscos todos os dias, que delega sem complexos, sem medos, sem receios" e tem como foco "um único propósito: Servir melhor os portugueses".

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