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Compra de 275 viaturas para o INEM adjudicada a três operadores económicos

Lusa 23 de janeiro de 2026 às 07:42

O Governo aprovou no dia 8 de janeiro a compra de 275 novas viaturas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num investimento de 16,8 milhões de euros, para reforçar o sistema de emergência médica

A Entidade dos Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP) adjudicou a compra de 275 viaturas para o INEM a três operadores económicos, na sequência do concurso público lançado no ano passado, revelou esta quinta-feira à Lusa fonte governamental.
INEM abre auditoria interna Pedro Brutt Pacheco
Segundo a mesma fonte, o Conselho Diretivo da ESPAP deliberou, no passado dia 7 de janeiro, a adjudicação da compra das viaturas de emergência médica à Honda Motor Europe Limited Sucursal Portugal; à SIVA - Sociedade de Importação de Veículos Automóveis, S.A.; e a um agrupamento constituído pelos operadores económicos (Onda Predileta Lda. e Auto Maran, S.A.). "Os adjudicatários foram notificados no dia subsequente para prestarem a devida habilitação, bem como a caução nos termos do procedimento, sendo ainda necessário aguardar também pelo visto prévio do Tribunal de Contas", revelou a fonte governamental. O Governo aprovou no dia 8 de janeiro a compra de 275 novas viaturas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num investimento de 16,8 milhões de euros, para reforçar o sistema de emergência médica O anúncio da aquisição de 163 ambulâncias, 34 viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) e 78 outros veículos, num total de 275 viaturas, foi feito no dia seguinte pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no debate quinzenal na Assembleia da República.
Luís Montenegro referiu na altura que, "nos últimos dez anos apenas tinham sido adquiridos para o INEM 100 veículos num total de 4,2 milhões de euros". "Ou seja, em dez anos foi gasto um quarto do que este Governo decidiu ontem [8 de janeiro] mesmo investir. Estamos a resolver um problema crónico e a inverter um desinvestimento que herdámos com consequências evidentes e graves", sustentou, prometendo "reformas estruturais e transformadoras noutras áreas essenciais" durante 2026. Na semana em que foi feito o anúncio, pelo menos três pessoas morreram após terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo. O INEM, que abriu uma auditoria sobre um dos casos, rejeitou responsabilidades e apontou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais.
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