Fernando Santos: um adeus português
Pedro Marta Santos
21 de novembro

Fernando Santos: um adeus português

A culpa é o eixo da esfera judaico-cristã que Santos traz ao peito como um globo de cilícios. Ele é o único culpado de transformar o vinho de Ronaldo, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Rúben Dias e João Cancelo em água-pé. É quase impossível reduzir o génio destes rapazes a poeira, mas este Santos faz milagres

FERNANDO MANUEL Fernandes da Costa Santos, o engenheiro do penta, o treinador que nos ofereceu o Campeonato da Europa de Futebol de 2016, é um homem de fé. Por isso, ele é o primeiro a saber que é impossível acreditar no vazio. Católico praticante – quando não acompanha aqueles esgares de queixo ou o indicador enfiado no colarinho da camisa, a sua boca está sempre cheia de Deus –, Santos conhece o valor da penitência e a importância da confissão. Logo após o apito final do Portugal 1-Sérvia 2 de domingo (bem sei que foi dia de descanso, mas não era preciso exagerar), na milésima prova da mediocridade da sua táctica e do falhanço da sua liderança, o seleccionador confirmou a penitência: “A responsabilidade é minha.”

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Opinião Ver mais