A táctica do quadrado
Pedro Marta Santos
30 de junho de 2020

A táctica do quadrado

Com a subtileza de um pão-de-ló de Alfeizerão, António Costa desconfinou temporariamente a inteligência para considerar o ceptro dos estalajadeiros-mor da UEFA como “um prémio aos profissionais de saúde”.

635 anos depois de Aljubarrota, alcançámos novo feito para o orgulho pátrio com o triunfo na Liga dos Campeões de 2020, perdão, com a honra de servirmos de albergue à final eight do maior torneio futebolístico da Europa – e quem diz da Europa diz do mundo, porque menos do que melhores do planeta não seremos no campeonato das tabernas. E tudo graças à mesma estratégia do século XIV: a táctica do quadrado. Os povos eleitos, com figuras messiânicas, honrarias de conquistadores, quinto-impérios e pastéis de bacalhau no CV milenar, movem-se numa intemporalidade única, que as raças inferiores desconhecem.

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