Ai! Que preguiça!...
João Pedro George
11 de abril

Ai! Que preguiça!...

A preguiça é a força que mais depressa torna as coisas obsoletas, pois foi com ela em mente que todas as invenções, das mais simples às mais complexas, mudaram as anteriores.

A PREGUIÇA É O GRANDE detonador da capacidade inventiva do ser humano.

Não acreditam? Façamos um pequeno levantamento das coisas em que a preguiça foi condição indispensável para o progresso tecnológico.
Os fósforos, por exemplo, surgiram para nos poupar à trabalheira que dá friccionar duas pedras sobre palha seca. Tal como depois o isqueiro nos dispensou da laboriosa tarefa de riscar numa "lixa" a cabeça vermelha inflamável de um palito de madeira ou de cartão.

O traço mais característico da personalidade do indivíduo que primeiramente sonhou com umas escadas rolantes era, sem dúvida, a preguiça: as suas parcas energias foram gastas a idealizar uma maneira de não ter de subir degraus, um mecanismo em que tivessem de ser os degraus, e não as pernas, a levá-lo de baixo para cima.

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