Carlos Costa, o corpo presente
Eduardo Dâmaso Director
28 de fevereiro de 2019

Carlos Costa, o corpo presente

Carlos Costa encontrou a pior forma de tentar desmentir uma evidência e provou que, pelo menos por omissão, foi cúmplice do pântano que fedia à sua volta. Como é possível pensar que a figura de corpo presente seria uma causa de exclusão da sua responsabilidade?

Já sabemos quase tudo sobre a corrupção e a politização da banca. Anos e anos de casos mais ou menos empastelados na justiça deram-nos o conhecimento de quase toda a teoria e de alguma prática sobre a matéria. Sobre a corrupção conhecemos, por exemplo, todo o corpo teórico do crime: que resulta de um pacto de silêncio; que a prova é muito difícil; que os juízes resistem à prova indireta; que os portugueses estão a marimbar-se para a corrupção, tão escassa é a censura social a este crime.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Opinião Ver mais