Um par de estalos nos Carrilhos
Carlos Rodrigues Lima Grande Repórter
21 de fevereiro de 2019

Um par de estalos nos Carrilhos

Enquanto as bofetadas não estiverem incluídas como terapêutica recomendada para agressores de mulheres, temos de confiar na justiça. O problema é que há sempre um qualquer Neto de Moura, ávido a citar a Bíblia, menos a parte em que Cristo mostra compaixão pela mulher adúltera.

É com um sorriso que Manuel Maria Carrilho surge sempre perante os jornalistas que o aguardam no Campus da Justiça. A presença do filósofo naquele espaço não se deve a um processo de violação de direitos de autor, mas sim a violência doméstica. Sim, é verdade, o senhor professor Carrilho, autor de inúmeras obras como Epistemologia, Posições e Críticas ou Elogio da Modernidade – livros que, obviamente, requerem estudos para serem escritos – infernizou, como documentam os autos dos processos e imagens recentemente divulgadas, a vida a Bárbara Guimarães.

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