Ainda os juízes turcos
Carla Oliveira
11 de junho

Ainda os juízes turcos

Os magistrados condenados começam agora a ser libertados. Não têm vida nem futuro. Tudo lhes foi tirado e não conseguem encontrar qualquer tipo de trabalho já que são identificados como terroristas. Dar-lhes emprego representa um enorme risco para a segurança de qualquer um.

Na sequência da tentativa de golpe de estado na Turquia, em 15 de Julho de 2016, cerca de 80.000 pessoas, em grande parte militares, polícias, magistrados, professores, académicos, jornalistas, advogados, profissionais da saúde e funcionários públicos foram despedidos e muitos deles presos.

Metade dessas demissões foram tornadas definitivas, e insusceptíveis de impugnação, menos de dois meses depois (muitas outras o foram nos meses e anos subsequentes). Nessa altura foram libertados 34.000 condenados que se encontravam presos por "crimes menores" – como foi dito – a fim de obter espaço nas prisões para todos os acusados de participação no golpe e para aqueles que tinham com eles qualquer tipo de ligação/relação. Calcula-se que à data as prisões turcas atingiram o número total de 200.000 presos

Algumas horas depois da tentativa de golpe de estado o órgão de gestão e controle dos magistrados afastou do cargo e prendeu 2745 juízes e procuradores. Tal número subiu, nos meses seguintes, para 4.500.

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