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Alexandre Monteiro Profiler
08.02.2026

Linguagem corporal dos bebés

Existem alguns sinais importantes com que o bebé comunica as necessidades e os desejos, uns podem parecer mais óbvios, mas lembre-se de que são pistas, servem como guia para compreender melhor o bebé.

Durante o primeiro ano de vida, o bebé comunica em grande parte através de linguagem corporal. Como pai, posso afirmar que é muito confuso perceber quais as mensagens que o bebé está a transmitir.

Prestar atenção à linguagem corporal do bebé vai ajudar e facilitar a ligação e uma melhor compreensão das necessidades do bebé de uma forma mais rápida.

Por exemplo, a maioria dos pais não está familiarizada com os «reflexos primários» muito comuns nos bebés: o conhecido «reflexo de Moro». Este fenómeno irá desaparecer até aos quatro meses, é uma forma de o bebé se adaptar à vida fora do útero. O bebé, quando se «assusta», agarra o ar com as palmas da mão para cima, os polegares flexionados para fora e muitas vezes com as pernas posicionadas de forma semelhante. Este movimento é resultado do medo. Outro reflexo primário importante é o aperto firme do dedo, o bebé está a tentar criar uma ligação profunda, e para muitos estes vínculos é instantâneo, mas para outros é preciso tempo e paciência. Todos os bebés são diferentes e com o tempo vai começar a entender um conjunto normal de comportamentos e estabelecer efetivamente a linha-base do bebé. A linha-base é a forma como ele se comporta habitualmente para comunicar as necessidades e os desejos. Sempre que detetar uma variação no comportamento-base, deve ficar atento e investigar.

Existem alguns sinais importantes com que o bebé comunica as necessidades e os desejos, uns podem parecer mais óbvios, mas lembre-se de que são pistas, servem como guia para compreender melhor o bebé.

Esfregar os olhos, muitas vezes acompanhado por um grande bocejo (ou dois), indica fadiga. Estudos demonstraram que o ato de esfregar os olhos tem um efeito calmante sobre o ritmo do coração. Esfregar as orelhas é um indicador de que necessita de conforto ou de mimo ou que está a preparar-se para dormir ou descansar.

Os bebés esfregam as orelhas para acalmar as emoções.

Puxar as pernas até à barriga, acompanhado por agitação ou choro, pode sinalizar dor devido a cólicas. Bebés com cólicas geralmente, quando lhes puxam as pernas para cima, gritam e/ou choram.

Como não podem mover o corpo, viram a cabeça para o lado contrário e evitam olhar para si, é como dizer «Não quero», «Para!».

Deixar cair o brinquedo sucessivamente não tem como intenção irritar, mas sim convidar para brincar.

Bater com a cabeça repetitivamente revela ansiedade. Os bebés encontram no movimento repetitivo e rítmico uma forma de se acalmarem e de aliviarem a ansiedade.

Os bebés geralmente começam a abrir as mãos às oito semanas e começam a alcançar e a agarrar objetos aos três a quatro meses. Quando fecham o punho, é sinal de stresse ou fome, mas só tem relevância a partir dos três meses.

Estimule os seus filhos a mexer as mãos quando falam.

O ato em si de gesticular com as mãos pode ajudar a acelerar a aprendizagem e ainda auxilia a compreensão de novos conceitos.

Saber ler e interpretar a linguagem corporal dos bebés é a chave para uma compreensão mais aproximada do que ele possa estar realmente a sentir ou a necessitar.

Todos os dias evoluímos como pais, e a linguagem corporal dos seus filhos, mediante o avançar da idade, também evolui, refletindo as novas necessidades e intenções. A relação que tem com os seus filhos e o seu tipo de liderança parental vão influenciar o futuro deles, e como pai ou mãe tem a responsabilidade de os orientar para um futuro melhor.

Normalmente, a idade e a sabedoria são motivo para ser o dominante no seio da família. Nos tempos de hoje, esse domínio, em muitos casos, tem sido transferido para os filhos por vários motivos, sem que os próprios pais se apercebam. As crianças crescem rápido e desde cedo tentam impor o domínio aos pais através da linguagem corporal. As crianças estão constantemente a testar o domínio dos pais subliminarmente, e pais mais distraí- dos que não contrariam estas tentativas vão acabar por perder o domínio ao longo do tempo. Ter domínio sobre os filhos não é ser um ditador ou autoritário, o domínio ao que me refiro é aquele que faz com que seja respeitado e ouvido como um líder que orienta e protege.

Faça este simples teste para testar a sua liderança.

Faça contacto visual fixo com o seu filho ou coloque a sua mão no ombro dele sem o informar do que vai fazer. Se ele não desviar o olhar ou não aceitar a sua mão no ombro, então poderá não o reconhecer como o dominante.

O olhar fixo serve para demonstrar ou reforçar o domínio que têm sobre si. Em certas situações, poderá ser o desafio «Não tenho medo de ti!», noutras uma luta pelo domínio. Sabe porque arregala os olhos ao seu filho? É uma demonstração de poder e autoridade, no entanto, se um filho lhe faz este olhar, sente que tem poder sobre si ou não o vê como dominante.

Os sinais de domínio das crianças no início são vistos como atos engraçados e inofensivos, mas com o avançar da idade e a chegada da adolescência começam os problemas de liderança, orientação e controlo. Os filhos sentem que podem fazer praticamente tudo e quando contrariados entram em tensão, não respeitando a opinião ou as orientações dos pais, isto porque os pais, na altura certa, não contrariaram os sinais «engraçados» de domínio. Ter o domínio e ser o líder vão ajudá-lo a ajudar os seus filhos quando estes se sentirem mais desorientados ou perdidos, ou seja, a desviá-los de maus caminhos ou a orientá-los para um melhor futuro. Se não lhe reconhecem domínio, é o caminho para os filhos não aceitarem a opinião dos pais ou não os reconhecerem como pessoas fortes para os ajudar.

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