Uma carta aos leitores
Ao longo de quase 18 anos, a sua SÁBADO passou por inúmeras alterações. Mas em todos esses anos houve algo que nunca mudou: o nosso compromisso em produzir uma informação rigorosa, com absoluta liberdade, e sempre tendo em mente o interesse do leitor.
Caro leitor, ao longo de quase 18 anos, a suaSÁBADOpassou por inúmeras alterações. Atravessámos remodelações gráficas, renovações da equipa de jornalistas e alterações na direção editorial. Mas houve algo que nunca mudou: o nosso compromisso em produzir uma informação rigorosa, com absoluta liberdade, e sempre tendo em mente o interesse do leitor.
Neste momento, em que atravessamos um novo período de mudança, com a criação de uma direção-geral para vários títulos da Cofina, foi-me pedido para liderar a redação daSÁBADOaté à nomeação de uma nova direção.
Aceitei o desafio consciente da pesada responsabilidade. Desde logo porque não é fácil suceder a uma direção composta por três dos melhores jornalistas do País – Eduardo Dâmaso, que passou para a nova direção-geral, António José Vilela e Carlos Rodrigues Lima –, camaradas e amigos com quem tenho tido o privilégio e o orgulho de trabalhar. Mas também pela memória que tenho de tudo o que foi feito na sua SÁBADO desde que aqui entrei há 16 anos. Em diferentes períodos, estivemos sempre na primeira linha da atualidade: dos negócios do universo Espírito Santo às suspeitas em torno de José Sócrates, das teias de ligações na Maçonaria à fraude no BPN, do escândalo de Tancos às ligações familiares na política, entre muitos outros. Nestes anos, abordámos o nosso trabalho num permanente exercício de criatividade: tivemos concertos na redação, pusemos jornalistas a viver com pouca água ou sem utilizar plástico para tratar as alterações climáticas e levámos para a rua bonecos em tamanho real de José Sócrates e André Ventura para saber o que os portugueses gostariam de lhes dizer.
Tudo isto e muito mais só foi possível graças ao extraordinário grupo de jornalistas, fotojornalistas e designers que semanalmente produzem a revista que tem nas mãos e que lhe levam diariamente, na edição online, a informação essencial para que possa tomar decisões informadas. São sobretudo eles que nos dão a garantia de que a SÁBADO se irá manter como uma referência na informação, com total independência política, ideológica, religiosa e económica.
Vivemos tempos desafiantes. A SÁBADO lidera as vendas em banca no segmento das newsmagazines, tem crescido nas assinaturas digitais e prepara-se para ter uma presença regular na CMTV. Mas, como a generalidade da imprensa, enfrenta uma quebra de vendas e receitas, que dificultam a existência de um jornalismo livre e independente, fundamental à democracia. Esta é uma luta que vale a pena ser travada. Pode contar connosco para ela – tal como nós contamos consigo.
Boa semana.
Aproveitar os alimentos
Prefira produtos da época e não descarte os congelados. Saiba o que escolher quando vai às compras. E ainda: bullying na cozinha; realeza em Lisboa; e o que estão a fazer os ex-candidatos presidenciais?
O adeus a Lobo Antunes
A fotografia enviada pela ex-mulher “para lembrar o António mais novo e sem barriga”, o terapeuta-robot que diz “pensar” em nós, e o telefonema da SÁBADO que um turista preso no Dubai pensou conseguir trazê-lo de volta a casa
Tratar as doenças crónicas
Em breve haverá novos medicamentos para doenças hepáticas, cardiovasculares e renais. E ainda: a escola que funciona no hospital D. Estefânia; entrevista com o ex-futebolista Kenedy
O perigo das burlas online
Como sobreviver às fraudes digitais (os esquemas são cada vez mais engenhosos). E ainda: miúdo vítima de bullying ficou sem as pontas dos dedos; três dias ao telefone com a fadista Sara Correia.
Combater a ansiedade
Afeta um terço dos portugueses e milhões em todo o mundo, agravando-se em situações de calamidade. E ainda: as teorias da conspiração; o percalço que (não) afetou a reportagem sobre a reconstrução de casas destruídas pelos temporais
Edições do Dia
Boas leituras!