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Ucrânia. Von der Leyen apoia Zelensky após críticas de Trump

"Todo o meu apoio ao Presidente Zelensky, que lidera a luta pela liberdade do seu povo", acrescentou a responsável europeia.

A presidente da Comissão Europeia manifestou hoje o seu apoio ao presidente Ucraniano, Volodymyr Zelensky, alvo de críticas de Donald Trump, e declarou-se favorável ao apelo de Kiev para uma trégua nos ataques a infraestruturas energéticas.

Von der Leyen apoia Zelensky em Kiev após críticas de Trump
Von der Leyen apoia Zelensky em Kiev após críticas de Trump OLIVIER MATTHYS / EPA

Numa mensagem divulgada na rede social X após uma conversa com o chefe de Estado ucraniano, Ursula Von der Leyen afirmou apoiar "plenamente o apelo do presidente Zelensky a um cessar-fogo que proteja o abastecimento alimentar mundial e as infraestruturas energéticas na Ucrânia e na Rússia".

"Todo o meu apoio ao Presidente Zelensky, que lidera a luta pela liberdade do seu povo", acrescentou a responsável europeia, citada pela agência de notícias francesa Agence France Presse.

As declarações da representante da Comissão Europeia surgem num momento de tensão entre Washington e Kiev: no sábado, o presidente norte-americano Donald Trump criticou Zelensky pelas operações ucranianas contra refinarias russas e chegou a sugerir que a Ucrânia deveria ter "um novo líder".

Donald Trump acusou o presidente ucraniano de dificultar um acordo para pôr fim à guerra e, já hoje, anunciou na sua rede social Truth Social aquilo que descreveu como um "cessar-fogo energético" imediato entre a Rússia e a Ucrânia.

Segundo Trump, as duas partes teriam concordado em interromper ataques contra infraestruturas energéticas, uma informação que foi entretanto desmentida por Zelensky.

O presidente ucraniano afirmou que o anúncio foi "uma novidade" para si, mas garantiu que a Ucrânia aceitará uma trégua desse tipo caso Moscovo também concorde.

"Se os russos aceitarem um cessar-fogo energético, a Ucrânia aceitará", declarou.

A Ucrânia tem vindo há meses a defender uma suspensão dos ataques a infraestruturas energéticas, alegando que tal ajudaria a garantir serviços essenciais como eletricidade, aquecimento e abastecimento de água durante o inverno.