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França e juros a subir, "o maior problema da zona euro agora"

A caminho das eleições presidenciais de 2027, e no meio de mais uma vaga massiva de protestos, o país está sob pressão cada vez maior de uma força imparável: o mercado de dívida soberana. Pressão vai continuar a subir - e o problema não é só francês.

Ao início da noite de 8 de outubro, já com 6.877 pessoas detidas desde o início da vaga nacional de protesto de milhares de jovens contra a falta de condições nas escolas públicas, o Governo de França deu o primeiro sinal de cedência material face à pressão nas ruas: uma promessa de enviar três mil professores adicionais para as escolas mais carenciadas do país. No mesmo dia, o prémio de risco da dívida pública francesa (o que paga a mais do que a referência de estabilidade, a Alemanha) mantinha-se no nível mais alto desde o pico da crise da Zona Euro em 2012, refletindo outra pressão sobre o Governo: a do mercado de dívida, descontente com o poder político que leva sete anos consecutivos com défices orçamentais acima de 3% do PIB.

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