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Zelensky denuncia "ataque maciço" da Rússia sobre setor energético ucraniano

Lusa 17 de fevereiro de 2026 às 10:36

Foram utilizados mais de 25 mísseis e cerca de 400 drones.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou esta terça-feira um "ataque maciço" perpetrado pelo Exército russo contra várias zonas do país, no qual foram utilizados mais de 25 mísseis e cerca de 400 drones, segundo as autoridades ucranianas.
Zelensky denuncia ataque russo ao setor energético ucraniano com mísseis e drones Foto AP/Sergei Grits
Os ataques ocorrem a precisamente uma semana que quarto aniversário do início da invasão lançada em 24 de fevereiro de 2022. "Foi um ataque combinado, deliberadamente calculado para causar o maior dano possível ao nosso setor energético", afirmou Zelensky numa mensagem divulgada nas redes sociais, em que indicou que "as operações de resgate e de reparação continuam em muitas regiões" após o ataque, sobre o qual Moscovo não se pronunciou. "No total, 12 regiões foram atacadas e, infelizmente, foram registados nove feridos, incluindo crianças. Mais de dez edifícios residenciais e infraestruturas ferroviárias ficaram danificados", disse Zelensky, salientando que "dezenas de milhares de pessoas ficaram sem aquecimento nem água" em Odessa. O chefe de Estado ucraniano insistiu que "os parceiros devem responder a todos estes ataques contra a vida". "A Rússia deve ser responsabilizada pela sua agressão. A nossa diplomacia será mais eficaz se houver justiça e força", destacou, antes de apelar à imposição de sanções e a "apoio rápido" ao Exército ucraniano, em especial no domínio da defesa aérea. "Para que a paz seja real e justa, a ação deve dirigir-se à única fonte desta agressão: é Moscovo que continua com as mortes, os ataques maciços e as ofensivas", concluiu o Presidente ucraniano, numa linha também defendida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sibiga.
Neste sentido, o chefe da diplomacia ucraniana acusou a Rússia de "ignorar os esforços de paz" ao lançar "um ataque maciço com mísseis e 'drones' contra a Ucrânia na madrugada do dia da nova ronda de negociações em Genebra", prevista para hoje. "Principais alvos: energia e infraestruturas civis", acrescentou. "Moscovo só entende a linguagem da pressão. Não levará a diplomacia a sério se esta não for acompanhada de força", argumentou. "Novos pacotes de sanções são cruciais. Bloqueio da 'frota fantasma'. Proibição de serviços marítimos. Proibição de entrada aos participantes na agressão russa. Só a nossa unidade e força porão fim a esta guerra", reiterou. Por seu turno, as autoridades russas anunciaram a destruição de mais de 151 'drones' lançados pelas tropas ucranianas nas últimas horas, incluindo 50 sobre o mar Negro e 38 na península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, um passo não reconhecido pela comunidade internacional. O Ministério da Defesa russo acrescentou que foram igualmente abatidos 29 'drones' sobre o mar de Azov, 18 na região de Krasnodar, 11 em Kaluga, quatro em Briansk e um em Kursk, sem se pronunciar sobre eventuais vítimas ou danos materiais resultantes desta vaga de ataques atribuída a Kiev.
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