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Retomado serviço de comboios na Catalunha após acidente mortal que matou maquinista

Lusa 23 de janeiro de 2026 às 09:41

Os comboios suburbanos estiveram inicialmente parados por decisão das autoridades, para serem inspecionadas todas as vias e garantir que estavam todas livres de obstáculos.

A cirulação dos comboios suburbanos na região espanhola da Catalunha foi retomada esta sexta-feira, mais de dois dias depois de um acidente ferroviário em que morreu um maquinista, anunciou a empresa pública Rodalies de Catalunya, que assegura este serviço.
Descarrilamento de comboio em Barcelona
"Restabelecido o serviço da Rodalies de Catalunya desde o início do dia de hoje", escreveu a empresa, num comunicado nas redes sociais. A circulação destes comboios estava suspensa desde terça-feira à noite, quando um comboio chocou com um muro de contenção caído numa via, num acidente que provocou a morte de um maquinista e deixou 37 pessoas feridas. Os comboios suburbanos estiveram inicialmente parados por decisão das autoridades, para serem inspecionadas todas as vias e garantir que estavam todas livres de obstáculos. Segundo as autoridades, o muro de contenção caiu na via ferroviária devido, aparentemente, às chuvas fortes que atingiram a região. Houve ainda registo de outro acidente, no mesmo dia, com outro comboio suburbano na Catalunha que chocou com uma pedra caída na via, não tendo neste caso havido qualquer tipo de vítimas. O governo regional da Catalunha anunciou que a circulação dos comboios seria retomada na quinta-feira de manhã, mas mais de 300 maquinistas recusaram pôr os comboios em movimento sem mais garantias de segurança. Depois de um dia de reuniões entre o sindicato dos maquinistas Semaf com o executivo regional e as empresas públicas de comboios e de gestão das infraestruturas, a circulação foi hoje retomada.
Mais de 400 mil pessoas viajam diariamente no serviço de comboios suburbanos da Catalunha, cuja capital, Barcelona, é a segunda maior cidade de Espanha. O acidente ferroviário na Catalunha ocorreu dois dias depois de um outro, com comboios de alta velocidade, em Adamuz, Córdova, no sul de Espanha, em que morreram 45 pessoas. O sindicato de maquinistas de comboios Semaf anunciou na quarta-feira uma "greve geral" em fevereiro para reivindicar garantias de segurança na rede ferroviária de Espanha, depois dos acidentes desta semana. O Semaf, que diz representar 85% dos maquinistas espanhóis, disse num comunicado que vai convocar "uma greve geral" com "o objetivo de exigir que seja garantida a segurança e a fiabilidade da rede" ferroviária. O sindicato considerou "inadmissível a deterioração" da rede ferroviária espanhola e pediu medidas urgentes, assim como que sejam responsabilizadas penalmente "as pessoas encarregadas de garantir a segurança da infraestrutura". O sindicato Semaf recomendou aos maquinistas que não se sintam em condições de trabalhar, devido "á carga emocional" provocada pelos acidentes desta semana, que não o façam e o comuniquem às chefias. As causas do acidente em Adamuz estão a ser investigadas, com a análise a centrar-se num possível problema nos carris ou nas rodas de uma das carruagens, segundo o Governo espanhol. As autoridades afastaram a possibilidade de sabotagem neste acidente, e dizem também não haver indícios de erro humano.
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