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O reconhecimento da Somalilândia por Israel pode abrir “um precedente perigoso”
Decisão assinada por Benjamin Netanyahu foi apenas apoiada pelo Taiwan. Liga Árabe reúne no domingo.
Na sexta-feira (26 de dezembro), Israel tornou-se o primeiro país a reconhecer a auto-proclamada República da Somalilândia, uma região da Somália que declarou independência em 1991. Mas a decisão tem merecido a condenação de praticamente todos os países, do Oriente ao Ocidente, com a exceção de Taiwan, que considera a Somalilândia um “parceiro democrático com ideias semelhantes”. Liga Árabe acusa Israel de “minar a paz”.
Netanyahu reúne-se com enviado dos EUA para discutir futuro de Gaza
AP Photo/Ohad Zwigenberg
"Estamos em plena derrocada do sistema internacional"
Apesar de considerar que, à margem do conflito israelo-palestiniano, a questão da soberania da Somalilândia poderá merecer reflexão, Germano de Almeida diz que “o contexto histórico e geográfico dos dois casos é muito diferente” e que “esta junção improvável explicar-se-á por interesses conjunturais (e nada assumidos) de Netanyahu”. Ao mesmo tempo, destaca o posicionamento, também quase em isolamento dos Estados Unidos da América (EUA). “É muito esclarecedor que, ao contrário da China, da Liga Árabe e da UE, os EUA de Trump não tenham rejeitado a possibilidade e se mostram abertos a estudar a proposta israelita”, alertando ainda para o “fator da navegabilidade do Mar Vermelho, tema que interessa talvez ainda mais aos EUA que a Israel”. No outro lado do Golfo de Áden fica o Iémen, a partir de onde os rebeldes Houtis alertaram que a presença israelita na Somalilândia será considerada um “alvo militar”. Ou seja, outro fator para o reconhecimento da Somalilândia passará por uma possível aproximação geográfica das forças militares israelitas, que ficam assim mais próximas dos rebeldes iemenitas. E num mundo em conflito, Germano de Almeida acredita que “esta questão inesperada agrava o risco de que o cessar-fogo em Gaza não tenha grande futuro”, uma vez que “o risco do regresso em força da guerra no Médio Oriente é real”, considerando-a um “retrocesso” nas negociações de paz do “plano Trump”, que numa próxima fase passariam pelo “contributo dos países árabes da região”. Outro fator de instabilidade é este reconhecimento da Somalilândia avançar “à margem da ONU”, demonstrando, para Germano de Almeida, “como estamos em plena derrocada do sistema internacional, baseado em regras”. “Parece que passou mesmo a valer quase só os interesses dos países que têm força”, conclui.Artigos Relacionados
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