Nepal: Novo balanço das cheias aponta para 6.150 desaparecidos e 1.403 mortes
Do outro lado da fronteira, na região chinesa do Tibete, o balanço é de 43 mortos e 519 desaparecidos.
O número de pessoas dadas como desaparecidas no Nepal após as inundações de 26 de agosto foi revisto em alta para 6.150, quase mais um milhar do que terça-feira, anunciaram esta quarta-feira as autoridades nepalesas.
"Recolhemos informações sobre as pessoas desaparecidas junto das autoridades distritais e revimos os dados após verificação", declarou à AFP a porta-voz da autoridade responsável pela resposta às catástrofes, Shanti Mahat. Na véspera, este número era de 5.179.
O número de corpos encontrados ascende a 1.403, dos quais 105 foram identificados, segundo a mesma agência.
Do outro lado da fronteira, na região chinesa do Tibete, o balanço é de 43 mortos e 519 desaparecidos, segundo os meios de comunicação estatais.
O balanço acumulado do desabamento mortal de um glaciar nas montanhas, na fronteira entre o Nepal e a China, nomeadamente no Tibete, ascende agora, nos dois países, a 1.446 mortos e pelo menos 6.669 desaparecidos. Entre estes últimos encontram-se várias centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos.
A dimensão das próprias inundações foi sem precedentes para as testemunhas, com o Governo nepalês a apontar os efeitos devastadores do aumento das temperaturas globais nas montanhas dos Himalaias.
O Nepal, um país maioritariamente rural, com cerca de 30 milhões de habitantes, representa apenas uma fração das emissões mundiais de gases com efeito de estufa em comparação com as nações industrializadas.
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, fará na próxima semana a sua primeira viagem ao estrangeiro enquanto chefe do Governo para discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre esta questão urgente.
O Nepal estima que a fatura da reconstrução após as inundações mortais ascenderá a 4.780 milhões de dólares (cerca de 4.145 milhões de euros).