Melania defende "paz através da educação" na ONU
Discurso foi feito dias depois de bombardeamento em escola para meninas no Irão em que morreram mais de 100 pessoas.
Melania Trump, a primeira-dama norte-americana, presidiu esta segunda-feira à reunião do Conselho de Segurança da ONU. No seu discurso inaugural, Melania defendeu a "paz através da educação" e garantiu que os Estados Unidos "estão ao lado de todas as crianças do mundo". Analistas e opositores apontam hipocrisia de discurso quando está a ser investigado um alegado ataque a uma escola de meninas no Irão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos em curso contra o Irão.
"As crianças criadas numa cultura enraizada na inteligência desenvolvem confiança, inovam, constroem, competem e mantêm um profundo sistema de valores. O conhecimento fomenta a empatia pelos outros, transcendendo a geografia, a religião, a raça, o género e até os valores locais", afirmou a mulher do presidente Donald Trump no seu primeiro discurso enquanto preside uma reunião do Conselho de Segurança.
A presidência do Conselho de Segurança da ONU roda todos os meses entre os 15 países membros, seguindo sempre a ordem alfabética e desta vez calhou aos Estados Unidos acartarem esta responsabilidade. Por norma, para este cargo é nomeado um embaixador desse país, no entanto, os norte-americanos decidiram nomear a primeira-dama. Segundo a ONU, esta é a primeira vez nos 80 anos da história das Nações Unidas que o cônjuge de um chefe de Estado em exercício preside uma reunião do Conselho de Segurança.
Melania Trump, cuja função enquanto primeira-dama é promover causas sociais, soma agora funções acrescidas: neste Conselho será responsável por definir o programa de trabalho, presidir as reuniões formais, gerir negociações e ser a porta-voz deste órgão.
O discurso de Melania sobre educação e a garantia de os Estados Unidos estarem "ao lado de todas as crianças do mundo" aconteceu enquanto se tenta apurar a origem de um alegado ataque a uma escola para meninas no sul do Irão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos em curso contra o Irão. Terão morrido cerca de 100 pessoas no ataque, muitas delas crianças.