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Líderes europeus celebram a vitória de Péter Magyar nas eleições húngaras

Débora Calheiros Lourenço 13 de abril de 2026 às 09:08

Vários líderes do Bloco acreditam que a derrota de Viktor Orbán pode reaproximar a Hungria da União Europeia.

Vários líderes europeus elogiaram Péter Magyar depois de a sua vitória nas eleições legislativas húngaras ter colocado um ponto final aos 16 anos de liderança de Viktor Orbán, que muitos viam como uma ameaça à prosperidade da União Europeia.  

Húngaros celebram vitória de Péter Magyar com bandeiras da UE e da Hungria AP Photo/Sam McNeil

Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, evitou qualquer posicionamento público sobre as eleições húngaras antes destas ocorrerem, mas na noite de domingo partilhou nas redes sociais: “A Hungria escolheu a Europa. A Europa escolheu a Hungria. Juntos, somos mais fortes. Um país regressa ao seu caminho europeu. A União fortalece-se". Já António Costa, presidente do Concelho Europeu, considerou que os resultados demonstram “o espírito democrático do povo húngaro” e partilhou que aguarda “com expectativa a oportunidade de trabalhar em estreita colaboração com Péter Magyar para tornar a Europa mais forte e próspera”.  

“Hoje a Europa vence e os valores europeus vencem”, referiu o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, numa publicação no X ainda na noite de domingo, enquanto o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk garantiu: “De volta à união! Vitória gloriosa, queridos amigos!”.

No final do ano passado Orbán votou contra um empréstimo da UE à Ucrânia considerado fundamental pelo país que luta contra a ofensiva russa há mais de quatro anos e ainda mais recentemente o governo húngaro admitiu que fornecia um canal paralelo de comunicação com a Rússia.  

Ainda antes da eleição Péter Magyar afirmou que se fosse eleito restauraria as relações da Hungria com a União Europeia. No entanto evitou posicionar-se relativamente às políticas anti-LGBT+ de Orbán e se a Hungria deveria aumentar o apoio à Ucrânia. 

Luís Montenegro felicitou Magyar e desejou “que esta nova etapa, fundada numa ampla participação democrática, permita um trabalho conjunto em prol do projeto europeu e dos seus valores e princípios fundamentais”.  

“Vitória sobre o populismo de direita é também uma grande vitória para a UE e o seu futuro. Somente uma UE mais unida e mais eficaz será capaz de responder aos desafios extremamente sérios dos tempos que se avizinham”, partilhou Robert Golob, primeiro-ministro liberal da Eslovénia.  

O chanceler Friedrich Merz considerou que este é o momento de “unir forças por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida”. Já Emmanuel Macron afirmou: “A França saúda a vitória da participação democrática, o compromisso do povo húngaro com os valores da União Europeia e o compromisso da Hungria com a Europa”.  

Ulf Kristersson, primeiro-ministro sueco, fez referência tanto à UE quanto à NATO na sua mensagem de felicitação a Magyar: “Aguardo com expectativa a oportunidade de trabalhar em estreita colaboração com você - como Aliados e Membros da UE. Isto marca um novo capítulo na história da Hungria”.  

Fora da União Europeia, Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, considerou que “este é um momento histórico, não só para a Hungria, mas para a democracia europeus”.  

Magyar disse ter recebido ainda um telefonema do secretário-geral da NATO, Mark Rutte. Ainda assim sobrou também espaço para palavras reconfortantes direcionadas a Viktor Orbán. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, agradeceu a Orbán pela “intensa colaboração ao longo destes anos”.  

O primeiro-ministro e aliado de Orbán checo, Andrej Babiš, referiu que “enfrentar um adversário tão forte como Viktor Orbán nunca foi fácil”, por isso alertou que Magyar “não pode dececionar a população que tem “grandes esperanças e expectativas”.  

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