Líderes europeus celebram a vitória de Péter Magyar nas eleições húngaras
Vários líderes do Bloco acreditam que a derrota de Viktor Orbán pode reaproximar a Hungria da União Europeia.
Vários líderes europeus elogiaram Péter Magyar depois de a sua vitória nas eleições legislativas húngaras ter colocado um ponto final aos 16 anos de liderança de Viktor Orbán, que muitos viam como uma ameaça à prosperidade da União Europeia.
Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, evitou qualquer posicionamento público sobre as eleições húngaras antes destas ocorrerem, mas na noite de domingo partilhou nas redes sociais: “A Hungria escolheu a Europa. A Europa escolheu a Hungria. Juntos, somos mais fortes. Um país regressa ao seu caminho europeu. A União fortalece-se". Já António Costa, presidente do Concelho Europeu, considerou que os resultados demonstram “o espírito democrático do povo húngaro” e partilhou que aguarda “com expectativa a oportunidade de trabalhar em estreita colaboração com Péter Magyar para tornar a Europa mais forte e próspera”.
“Hoje a Europa vence e os valores europeus vencem”, referiu o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, numa publicação no X ainda na noite de domingo, enquanto o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk garantiu: “De volta à união! Vitória gloriosa, queridos amigos!”.
No final do ano passado Orbán votou contra um empréstimo da UE à Ucrânia considerado fundamental pelo país que luta contra a ofensiva russa há mais de quatro anos e ainda mais recentemente o governo húngaro admitiu que fornecia um canal paralelo de comunicação com a Rússia.
Ainda antes da eleição Péter Magyar afirmou que se fosse eleito restauraria as relações da Hungria com a União Europeia. No entanto evitou posicionar-se relativamente às políticas anti-LGBT+ de Orbán e se a Hungria deveria aumentar o apoio à Ucrânia.
Luís Montenegro felicitou Magyar e desejou “que esta nova etapa, fundada numa ampla participação democrática, permita um trabalho conjunto em prol do projeto europeu e dos seus valores e princípios fundamentais”.
“Vitória sobre o populismo de direita é também uma grande vitória para a UE e o seu futuro. Somente uma UE mais unida e mais eficaz será capaz de responder aos desafios extremamente sérios dos tempos que se avizinham”, partilhou Robert Golob, primeiro-ministro liberal da Eslovénia.
O chanceler Friedrich Merz considerou que este é o momento de “unir forças por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida”. Já Emmanuel Macron afirmou: “A França saúda a vitória da participação democrática, o compromisso do povo húngaro com os valores da União Europeia e o compromisso da Hungria com a Europa”.
Ulf Kristersson, primeiro-ministro sueco, fez referência tanto à UE quanto à NATO na sua mensagem de felicitação a Magyar: “Aguardo com expectativa a oportunidade de trabalhar em estreita colaboração com você - como Aliados e Membros da UE. Isto marca um novo capítulo na história da Hungria”.
Fora da União Europeia, Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, considerou que “este é um momento histórico, não só para a Hungria, mas para a democracia europeus”.
Magyar disse ter recebido ainda um telefonema do secretário-geral da NATO, Mark Rutte. Ainda assim sobrou também espaço para palavras reconfortantes direcionadas a Viktor Orbán. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, agradeceu a Orbán pela “intensa colaboração ao longo destes anos”.
O primeiro-ministro e aliado de Orbán checo, Andrej Babiš, referiu que “enfrentar um adversário tão forte como Viktor Orbán nunca foi fácil”, por isso alertou que Magyar “não pode dececionar a população que tem “grandes esperanças e expectativas”.