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Israel afirma que cessar-fogo não se estende ao Líbano

Gabriela Ângelo 08 de abril de 2026 às 14:12

O anúncio feito pelo gabinete de Benjamin Netanyahu contradiz a declaração feita pelo primeiro-ministro paquistanês que afirma que a suspensão das hostilidades também abrange o Líbano.

Israel apoiou esta quarta-feira o cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão, entre os Estados Unidos e o Irão, mas afirmou que este não se estendia ao Líbano, onde as forças de defesa israelitas continuam a efetuar ataques no sul do país. 

Ataque israelita ao Líbano AP

O anúncio foi feito pelo gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e contradiz a declaração feita pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que disse que a suspensão das hostilidades também abrange o Líbano. 

Depois de anunciar que as forças de defesa iriam continuar “operações de combate” contra o grupo armado de origem libanesa Hezbollah, apoiado pelo Irão, o Exército israelita emitiu, pela terceira vez desde o início do cessar-fogo, uma ordem de evacuação num subúrbio da capital Beirute. 

Numa declaração , o porta-voz das forças de defesa israelitas, Avichay Adraee, afirmou que vão continuar os ataques contra o Hezbollah. “As Forças de Defesa de Israel não pretendem causar-vos mal, por isso, para vossa segurança, devem abandonar imediatamente. Considerem-se avisados”, concluiu. 

Segundo o jornal norte-americano , há várias semanas que as autoridades israelitas têm rejeitado as tentativas do governo libanês de dar início às negociações para um cessar-fogo. 

O conflito no Líbano eclodiu pouco tempo depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques contra o Irão no final de fevereiro. O Hezbollah, financiado pelo Irão, disparou foguetes contra Israel em retaliação pelo assassinato do líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei. Em resposta, Israel lançou uma campanha de bombardeamentos em grande escala no sul do Líbano que se expandiram para a capital. 

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Um socorrista emerge da fumaça
Foto: Foto AP/Bilal Hussein
Uma mulher recebe assistência
Foto: Foto AP/Bilal Hussein
Bombeiros deitam água nos destroços
Foto: Foto AP/Hassan Ammar
Equipas de resgate tentam alcançar um homem preso dentro de um carro
Foto: Foto AP/Bilal Hussein
Socorrista verifica o local onde houve um ataque aéreo israelita
Foto: Foto AP/Hussein Malla
Um homem segura uma criança enquanto deixam o local
Foto: Foto AP/Hussein Malla
Grupo de pessoas sai a correr do local onde foi lançado um ataque aéreo israelita.
Foto: Foto AP/Emilio Morenatti
Uma mulher recebe ajuda para sair de um prédio destruído
Foto: Foto AP/Bilal Hussein
Um homem observa o interior de um carro incendiado
Foto: Foto AP/Hassan Ammar
Avistado fumo após um ataque aéreo israelita contra um prédio em Beirute, Líbano.
Foto: Foto AP/Hassan Ammar
Um soldado do exército libanês impede que pessoas se aproximem do local
Foto: Foto AP/Emilio Morenatti
Equipas de resgate reúnem-se no local onde se deu um ataque aéreo israelita no centro de Beirute, Líbano.
Foto: Foto AP/Emilio Morenatti
Moradores reúnem-se no local do ataque aéreo israelita
Foto: Foto AP/Hussein Malla
Um homem observa escavadora a remover os destroços
Foto: Foto AP/Emilio Morenatti
Bombeiros reúnem-se no local do ataque aéreo israelita
Foto: Foto AP/Hussein Malla
Bombeiros tentam apagar as chamas no local onde houve um ataque aéreo israelita
Foto: Foto AP/Bilal Hussein)
Bombeiros, voluntários e socorristas caminham sobre os destroços
Foto: Foto AP/Hassan Ammar
Soldados do exército libanês e socorristas observam um drone israelita a sobrevoar o local onde ocorreu o ataque aéreo de Israel.
Foto: Foto AP/Emilio Morenatti
Um bombeiro atira água contra os destroços
Foto: Foto AP/Bilal Hussein
Bombeiros, voluntários e socorristas caminham sobre os destroços
Foto: Foto AP/Hassan Ammar
Equipas de resgate reúnem-se no local do ataque aéreo
Foto: Foto AP/Hussein Malla
Fumo é visto depois de vários ataques aéreos israelitas em Beirute.
Foto: Foto AP/Hassan Ammar

No final de março Benjamin Netanyahu ordenou a ocupação de mais território no sul do Líbano, levando a uma maior ocupação militar israelita. "Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", afirmou o líder israelita que prometeu "mudar radicalmente" a situação fronteiriça.

Desde o início da guerra, mais de 1.500 pessoas foram mortas e mais de um milhão ficaram deslocadas, segundo autoridades libanesas. 

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