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Chefe da Polícia Nacional de Espanha demite-se após escândalo sexual: Pedro Sánchez fala em "acusações muito graves"

Sofia Parissi 18 de fevereiro de 2026 às 14:40

O Partido Popular (PP) acusa o ministro da Administração Interna (MAI), Fernando Grande-Marlaska, de encobrir o caso.

Em Espanha, o Partido Popular (PP) acusou o governo de encobrir uma agressão sexual cometida pelo ex-diretor adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional, José Ángel González, que apresentou a demissão esta terça-feira. O ministro da Administração Interna (MAI), Fernando Grande-Marlaska, garantiu que não sabia da denúncia, referindo que, se tivesse tido conhecimento, “ele teria pedido a demissão, como foi feito ontem”. 
Chefe da Polícia Nacional de Espanha demite-se após escândalo sexual Europa Press via AP
Neste momento, está a decorrer uma investigação no Tribunal de Violência contra a Mulher n.º 8 de Madrid depois de uma inspetora da polícia ter apresentado uma queixa por crimes de violação, coação, lesões psíquicas e peculato. De acordo com o jornal espanhol , a mulher também refere que, após a denúncia, foi pressionada pelo braço direito de José Ángel González, o comissário Óscar San Juan, para não denunciar o caso.   Esta quarta-feira, o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, referiu que as acusações "são muito graves", que o governo "manifestou o seu apoio à vítima e retirou o DAO das suas funções". O caso terá acontecido numa residência oficial do chefe da Polícia Nacional de Espanha, em abril de 2025. Numa publicação na rede social X, o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, acusou o governo de "manter um suposto violador à frente da Polícia Nacional, pelo menos, durante um mês". E acrescentou: "Agora ele vai embora e só há uma conclusão possível: não o dispensam pelo que fez, mas porque isso se tornou público”.
Fernando Grande-Marlaska, o ministro, prometeu deixar o cargo se a vítima afirmasse que a sua conduta tinha falhado e ameaçou denunciar quem o acusasse de encobrir o caso. "Li muitas queixas na minha vida. Depois de lida, não havia outra decisão [que a da suspensão do DAO] devido à gravidade dos factos e para salvaguardar o prestígio da Polícia", referiu. O ex-chefe da polícia foi notificado esta semana pelo tribunal e irá prestar declarações a 17 de março. De acordo com o El País, a vítima e o alegado agressor mantiveram em tempos uma relação afetiva. 
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