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No palco do São Luiz, Freddy Krueger, dores queer e a adolescência vista pelo retrovisor

No solo "O Meu Amigo Freddy Krueger", André Murraças cruza memória e cultura pop para transformar o terror numa arqueologia pessoal. Em cena em Lisboa a partir de quinta-feira, dia 19.

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Edição de 12 a 18 de fevereiro
No palco do São Luiz, Freddy Krueger, dores queer e a adolescência vista pelo retrovisor
Tiago Neto 17 de fevereiro de 2026 às 07:00
André Murraças leva o terror da adolescência ao S. Luiz num solo de resistência
André Murraças leva o terror da adolescência ao S. Luiz num solo de resistência Matilde Fernandes

A memória nunca nos chega numa linha reta. Regressa, muitas vezes, como um ruído de fundo, como uma imagem baça, uma cassete rebobinada vezes sem conta até que a fita se gaste. Em O Meu Amigo Freddy Krueger, em cena no Teatro São Luiz, em Lisboa, de 19 de fevereiro a 1 de março, André Murraças convoca esse território instável onde o passado ainda respira como matéria viva, pronta a ser interrogada. O palco torna-se uma espécie de quarto adolescente, reaberto décadas depois, cheio de fantasmas  que, afinal, nunca de lá saíram, mas que se exorcizam num solo.

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