A proximidade entre espécies, muitas vezes em condições inadequadas, cria oportunidades para a transmissão de agentes infecciosos.
O comércio de animais selvagens poderá estar a contribuir para aumentar a probabilidade de doenças passarem dos animais para os humanos, segundo uma nova investigação publicada na revista científica Science. O estudo analisou dados de comércio e transmissão de agentes patogénicos ao longo de 40 anos e concluiu que os animais selvagens comercializados têm maior probabilidade de transportar microrganismos capazes de infetar pessoas.
A investigação, liderada por Jérôme Gippet e com a participação de vários especialistas em ecologia, epidemiologia e conservação, avaliou milhares de espécies de mamíferos selvagens. Os resultados indicam que cerca de 40% das espécies de mamíferos envolvidas no comércio partilham pelo menos um agente patogénico conhecido com humanos, enquanto a proporção é bastante inferior entre espécies que não são comercializadas.
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