Não há música, há silêncio e o estimulante é a literatura. As “
raves de leitura” ganharam adeptos em Portugal, eventos onde durante mais de uma hora os participantes usam as mãos para segurar um livro à sua escolha, para lerem na companhia de um grupo de pessoas, sem conversar. Pelo menos, durante a hora marcada para o efeito.
Já passaram – e continuam a passar – por Lisboa os eventos organizados pelo
Offline Club, um movimento global que desafia a humanidade a desconectar-se dos ecrãs e a ligar-se mais a tudo o resto. Para a manhã de 7 de fevereiro, sábado, está agendada uma
Offline Reading Party, na Inquieta Livraria, em Lisboa.
Mas nos próximos dias, quem ainda não se deu à experiência pode conhecer o prazer da leitura silenciosa em grupo na
Livraria e Papelaria Espaço, em Algés (Oeiras), um dos espaços que abraça o conceito. A 31 de janeiro, sábado, terá lugar o Clube do Livro Silencioso a partir das 10h00 e durante uma hora a ordem é de silêncio. Cada pessoa leva um livro consigo – ou aproveita para comprar um na própria livraria – e só no final do período destinado à leitura é que poderá partilhar a obra com os restantes participantes. Um evento de entrada gratuita, mas de inscrição obrigatória, que repete a 28 de fevereiro.
Mas há mais. A poucos quilómetros de distância, o próximo domingo, 1 de fevereiro, também vai dar que ler. A Fortaleza da Cidadela, em Cascais, acolhe a
Silent Rave – Reading Party, que já é o terceiro evento do género organizado por Isabel Saldanha. Um bocadinho diferente da
rave de leitura organizada pela Espaço, define-se como “um encontro de leitura silenciosa, com atmosfera de festa e disciplina de retiro”. O acesso só se faz com a compra de um bilhete, cujo valor inclui uma bebida para apreciar durante a leitura. “A música é baixa o suficiente para não interromper, mas certa o suficiente para sustentar o ambiente”, lê-se na descrição do evento.