Neil Young está a processar Donald Trump por o presidente ter usado sem autorização a sua canção "Rockin' in the Free World". A indemnização exigida ronda os 10 milhões de dólares (cerca de 8,9 milhões de euros). "Tenho pena que tenhamos chegado a isto, mas dinheiro e transações é algo que [o presidente] entende", escreveu o cantor no seu site.
O tema foi reproduzido num comício político no passado dia 12 de outubro, no Ohio, momentos antes de o atual presidente norte-americano entrar em palco. Segundo a BBC, a denúncia que deu entrada no tribunal descreve a situação como uma "performance pública não autorizada" da canção.
Normalmente nos Estados Unidos qualquer música tocada em comícios políticos requer uma licença de performance pública, para poder ser reproduzida para uma audiência. Isto aplica-se mesmo caso a campanha tenha pago a cópia legal da gravação musical.
Contudo, de acordo com o congresso norte-americano, gravações de som não têm direitos de reprodução pública. Apenas é necessária a permissão dos donos direitos da obra musical.
A queixa apresentada refere que o cantor "não deu, nem daria, a licença necessária" para a reprodução das suas músicas em comícios políticos do presidente, e que Trump tinha conhecimento disso.
Mas esta não é a primeira vez que Young e Trump se encontram num processo judicial. Em 2020, o cantor deu entrada em tribunal com uma queixa de violação de direitos de autor contra Donald Trump. A motivo foi o uso das canções "Devil's Sidewalk" e também "Rockin' in the Free World", durante a campanha eleitoral da recandidatura do republicano.