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Jorge Palma: Partidos recordam "figura maior" e "voz única" da música contemporânea

O músico morreu na segunda-feira à noite. Tinha 76 anos.

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Lusa 22 de setembro de 2026 às 12:02
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Jorge Palma, a figura maior da música, morreu aos 76 anos
Jorge Palma, a figura maior da música, morreu aos 76 anos Paulo Pimenta

Livre, PCP, BE e CDS-PP recordaram esta terça-feira o músico Jorge Palma como uma "figura maior" e "voz única" da música contemporânea portuguesa, manifestando pesar pela sua morte aos 76 anos.

Numa publicação na rede social Instagram, o Livre lembrou que Jorge Palma foi "pianista, compositor e intérprete" e "construiu, ao longo de mais de cinco décadas, uma obra singular, livre e profundamente ligada às palavras e às histórias da vida".

"Todos guardamos alguma música dele dentro de nós, e muitas outras nos foram acompanhando ao longo da vida. Embalou-nos na palma da sua mão com um percurso marcado por álbuns que refletiam diferentes vivências e mundos, e por canções que se tornaram parte da memória coletiva de várias gerações", lê-se na publicação.

Recordando-o como "uma figura maior da música portuguesa contemporânea", o Livre endereçou à família e amigos "as mais sentidas condolências".

Já o PCP republicou uma mensagem escrita na página de Instagram da Festa do Avante!, onde o músico atuou, considerando que "Jorge Palma representa de forma insubstituível muito daquilo que é o Avante!: a amizade, o amor, o toque quente da pele no verão, o cobertor de esperança para atravessar o inverno, a vida que temos e a vida que queremos".

Posteriormente, em comunicado, os comunistas lembram Jorge Palma como "uma figura maior da música e da cultura portuguesas feitas e vividas em liberdade", descrevendo-o como um músico que "cantou o amor, as fragilidades humanas e a vida na cidade com profunda delicadeza e sensibilidade".

"As canções de Jorge Palma afirmavam também uma posição no plano político. Pela liberdade, pela democracia, por um Portugal construído pelo povo português, liberto da secular submissão aos poderes económicos, no fascismo ou nos anos das 'troikas', que desse sentido e construísse o caminho que Abril nos trouxe", salienta também o partido.

Numa nota enviada à imprensa, o BE classificou Palma como "um dos maiores e mais permanentes nomes da música portuguesa" com uma vida e obra que "atravessaram países, juntaram geografias, cruzaram fronteiras".

Com "mais de meio século de canções gravadas no imaginário de várias gerações", o BE salienta que "não é possível desligar a obra de Jorge Palma da sua leitura política e social, gravada em tantos versos de canções que acompanharam debates, conversas e lutas".

"Assim foi também nas posições públicas que assumiu ao longo da vida, contra as guerras, pelo Serviço Nacional de Saúde, pela despenalização da eutanásia, por condições de trabalho e vida digna, sempre pela liberdade", lê-se na mensagem, na qual os bloquistas recordam o apoio do cantor nas legislativas de 2024.

O CDS-PP escreveu na rede social X que "Jorge Palma parte, mas a sua música fica" quer "nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações".

"Uma voz única que deixa uma marca profunda na cultura portuguesa. À família e aos amigos, as nossas mais sentidas condolências", lê-se na publicação.

Também o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) lembrou Palma como uma "referência incontornável do rock português e da canção de autor, um dos nomes maiores da música portuguesa contemporânea, erudita e popular".

Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou a família nas redes sociais, pedindo que o autor seja lembrado "pelas suas canções e palavras", agradecendo "toda a amizade demonstrada ao longo dos anos".

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