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A Odisseia: "Podemos gostar, podemos não gostar, mas é a liberdade poética do realizador"

Com a estreia de 'A Odisseia', Christopher Nolan pôs a Antiguidade Clássica no centro da conversa cultural. Mas até que ponto o filme segue o poema atribuído a Homero? E porque continua uma história criada há quase três mil anos a fascinar o público contemporâneo?

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Edição de 21 a 27 de julho
A Odisseia, de Christopher Nolan
A Odisseia, de Christopher Nolan Universal Pictures

“Parece que não se fala de outra coisa.” E expressão que hiperboliza um dado acontecimento do momento assenta que nem uma luva ao debate que tem andado em torno do mais recente filme de Christopher Nolan, o realizador, e também argumentista (partilhando os créditos com Homero), da nova adaptação do poema épico Odisseia. O grego Homero, a quem a tradição atribui a autoria do poema, terá vivido na Grécia Antiga há cerca de três mil anos. E o seu épico vive na cabeça de milhões de pessoas.

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