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Perto de 1.500 figuras de Hollywood pedem bloqueio de fusão entre Paramount e WBD

Uma das consequências, alertam os signatários, passa pela redução do número de grandes estúdios de cinema dos EUA para apenas quatro.

Lusa 14 de abril de 2026 às 10:35
Warner Bros busca fusão com Netflix após rejeitar proposta da Paramount DR

Perto de 1.500 figuras de Hollywood publicaram uma carta aberta, na segunda-feira, contra a fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery, alertando para os perigos da concentração e da perda de diversidade no mercado.

"Esta transação iria consolidar uma já concentrada paisagem mediática, reduzindo a concorrência num momento em que as nossas indústrias - e os públicos que servimos - menos a podem pagar. O resultado serão menos oportunidades para criadores, menos postos de trabalho, custos mais elevados e menos opções para os públicos nos Estados Unidos e pelo mundo fora. De forma alarmante, esta fusão iria reduzir o número de grandes estúdios de cinema dos EUA para apenas quatro", escrevem os signatários.

A carta tem como subscritores mais de 75 vencedores e nomeados para os Óscares e inclui nomes como Ben Stiller, Celine Song, Damon Lindelof, David Chase, Denis Villeneuve, Elliot Page, JJ Abrams, Jonathan Glazer, Joaquin Phoenix, Kristen Stewart, Laura Poitras, Marisa Tomei, Patti Lupone, Rosario Dawson, Sandra Hueller, Tiffany Haddish e Yorgos Lanthimos.

No comunicado que acompanha a carta, no qual são citados os dirigentes de várias estruturas que apoiam o movimento, a presidente do Sindicato dos Argumentistas da América Oeste, Michele Mulroney, afirma que a questão é simples.

"Uma combinação entre a Warner Brothers e a Paramount seria um desastre para esta indústria. O gigante resultante teria uma influência tremenda para reduzir a diversidade e o volume de programação e aumentar os preços para os consumidores, ao mesmo tempo que suprime a compensação aos argumentistas e deteriora as condições de trabalho pelo setor", escreve.

O diretor executivo da Associação Internacional de Documentário, Dominic Asmall Willsdon, realçou que a fusão implicaria a "absorção da HBO Max - uma das plataformas mais vitais para o cinema de não-ficção - por uma corporação com pouco incentivo para a proteger".

Na carta, os signatários saúdam o esforço do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, e de outros estados que estarão a tentar "escrutinar a fusão e a considerar ação legal para a impedir".

A Paramount Discovery e a Warner Bros. Discovery (WBD, na sigla em inglês) assinaram, no final de fevereiro, um acordo que oficializa a compra desta por aquela, uma transação avaliada em 110 mil milhões de dólares.

Os termos da fusão foram oficializados um dia depois de a Netflix se ter retirado da disputa pela aquisição da WBD, depois de uma nova oferta apresentada pela Paramount.

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