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"Je ne Regrette Rien", uma peça inspirada no mito de Pandora

A nova criação de Teresa Coutinho estreia a 26 de abril no Beato Innovation District, em Lisboa.

Sofia Parissi 21 de abril de 2026 às 12:02
Teresa Coutinho espelha a dualidade de Pandora em "Je ne Regrette Rien" Filipe Ferreira

O mito de Pandora, a quem é imputada a responsabilidade pela origem de todo o "Mal", serviu de inspiração para a peça Je ne Regrette Rien, de Teresa Coutinho, que vai estar em cena a partir de 26 de abril, no Beato Innovation District, em Lisboa, e até 9 de maio.

"Tenho vindo a trabalhar a partir de figuras mitológicas femininas, ou que pertençam ao cânone. Esta recriação do mito de Pandora parte da ideia de uma mulher que decide abrir uma caixa que não pode - ignorando os avisos do amante - e que acaba por libertar todos os males", explica a criadora da peça à SÁBADO.

E acrescenta: "O texto centra-se na ideia de que a desobediência pode ser um ato de reconhecimento [das mulheres] e até de estrutura de uma identidade." Nesta recriação da história, ao contrário do que acontece na versão original, é-nos dado o ponto de vista de Pandora. 

"A caixa representa na verdade males que já existiam no mundo, mas cujo o acesso era vedado até agora às mulheres", explica Teresa Coutinho, que também dá corpo à protagonista. Cruzando auto-biografia com ficção, o espetáculo a solo aborda temas como o desejo, o medo e a importância da transgressão no feminino. E tal como o próprio nome indica, nesta versão não há espaço para arrependimentos. 

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