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Entrevista

O recomeço de Salvador Sobral, entre Portugal e Brasil: "O que vou cantar quando tudo está a arder?"

O recomeço de Salvador Sobral, entre Portugal e Brasil: 'O que vou cantar quando tudo está a arder?'
Pedro Henrique Miranda 13 de outubro de 2026 às 21:12

Desinspirado com o estado do mundo, foi buscar novo fulgor criativo à música brasileira. "A Flor do Recomeço", sexto álbum de estúdio, é lançado esta sexta-feira, dia 16.

Salvador Sobral não estava bem. Sentia-se abatido, “completamente político-deprimido” com o mundo de hoje e sem inspiração para fazer música. Precisava de um novo começo, e encontrou-o no país onde sente que “a música nasceu”. Ao Brasil, foi buscar uma banda e compositores de elite - de Marcos Valle a Tim Bernardes, Chico César, Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Marcelo Camelo ou Mallu Magalhães - para compor Flor do Recomeço, bouquet de sonoridades brasileiras tingidas de jazz em que regressa ao papel em que se sente melhor: o de intérprete de canções dos outros, que quer tornar dele. À SÁBADO, fala sobre esta fase criativa, a influência da música brasileira, o desespero com o estado da política, o boicote fracassado ao Spotify, o erro como virtude humana e a alegria de partilhar música em palco.

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