Sábado – Pense por si

Patrick Bringley: "Uma das coisas maravilhosas do museu é o facto de permitir escapar à política, a Trump, Trump, Trump..."

Luísa Oliveira 24 de março de 2026 às 23:00

Perante a atrocidade da morte do irmão, o autor precisou de estar rodeado de arte para fazer o luto e enfiou-se no MET. O processo demorou uma década e resultou num livro em que um dos maiores museus do mundo é analisado da perspetiva de um vigilante

Depois de o irmão mais velho ter sucumbido a um cancro agressivo, aos 26 anos, Patrick Bringley, que antes pertencera ao departamento de eventos da prestigiada revista The New Yorker, não conseguiu regressar à rotina. Procurou então refúgio no lugar mais bonito que conseguiu imaginar, trabalhando como segurança no enorme Metropolitan Museum of Art (conhecido como MET), em Nova Iorque (EUA). A nova vida nesta instituição resultou numa experiência única de contemplação da arte, que o autor decidiu derramar em livro. Hoje, aos 43 anos, já não vigia obras nem visitantes, dedica-se a dar conferências e continua a viver em Nova Iorque com a mulher e os dois filhos, que nunca conheceram o tio Tom.

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