Entrevista
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Noreena Hertz: "A solidão é tão prejudicial para a saúde como fumar 14 cigarros por dia”

Noreena Hertz: 'A solidão é tão prejudicial para a saúde como fumar 14 cigarros por dia”
Vanda Marques 23 de janeiro

O Facebook é a indústria tabaqueira do século XXI e tem de ser regulado para se combater a solidão. A economista alerta que esta só tem custos para a saúde, para a democracia e para as empresas.

Pagar 80 euros por uma hora de abraços ou 40 por conversar com uma amiga são alguns dos exemplos da economia da solidão que Noreena Hertz investigou. A economista britânica, professora na University College London, diz que nunca fomos tão solitários e que isso está a custar-nos dinheiro, saúde e liberdade. É que a solidão provoca problemas cardíacos, diminui a produtividade nas empresas e faz crescer o populismo de extrema-direita. É a democracia tal como a conhecemos que está em causa. No livro O Século da Solidão, da Temas e Debates, apresenta vários estudos que traçam um retrato cada vez mais solitário da humanidade. Alerta que o teletrabalho não é a resposta mais acertada e que precisamos de três dias no escritório para criar laços entre as equipas. E que atos tão simples como beber um café com o colega ou dizer “bom dia” à empregada do supermercado só lhe vão melhorar a vida.

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