Entrevista
Vinho

José Bento dos Santos: "Se pudesse fazer Pinot Noir, arrancava a vinha já amanhã"

José Bento dos Santos: 'Se pudesse fazer Pinot Noir, arrancava a vinha já amanhã'
Markus Almeida 25 de março

Em 1997, a Quinta do Monte d'Oiro produziu o seu primeiro vinho, e José Bento dos Santos, engenheiro de formação e gastrónomo por paixão, tornou-se um produtor de referência

Na tropa, rapidamente o capitão descobriu que era melhor entregar-lhe os ingredientes para ele preparar e comerem à parte. Nascido em 1947, autor de livros sobre gastronomia e vinhos (e de programas de televisão sobre estes temas), José Bento dos Santos comprou a Quinta do Monte d’Oiro nos anos 80, mas a primeira colheita só saiu em 1997. Desde então, os seus ambiciosos vinhos – agora também do seu filho Francisco – têm conquistado prémios e os elogios da crítica.


Como surgiu o interesse pelos vinhos?
Até aos 14 anos as minhas férias eram passadas no meio das vindimas, em Vila Chã, uma aldeia ao lado da Quinta do Monte d’Oiro, que na altura tinha outro dono. A ligação ao vinho vem daí, de perceber o que é um lagar, de assistir às discussões, dos cheiros que ficam. Com 18 anos, tive a sorte de visitar os grandes châteaux de Bordéus, quando lá fui jogar râguebi [com a equipa do Instituto Superior Técnico] e o vinho tornou-se uma das minhas grandes paixões. A partir daí comecei a beber em restaurantes e a ligar uma coisa à outra.

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