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Governo nega aproveitamento da subida dos combustíveis e reforça poderes da ERSE

Lusa 07 de setembro de 2026 às 20:56
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Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho anunciou o reforço dos poderes da ERSE - Entidade Reguladora para o Setor Energético, nomeadamente sancionatórios, "em toda a cadeia do sistema petrolífero nacional, inclusive na refinação".

O Governo considerou esta segunda-feira ser injusta a acusação de que está a obter proveitos com a subida dos combustíveis e anunciou o reforço dos poderes, sobretudo sancionatórios, da ERSE.

Maria da Graça Carvalho fala sobre evolução dos preços dos combustíveis
Maria da Graça Carvalho fala sobre evolução dos preços dos combustíveis TIAGO PETINGA / EPA

As medidas adotadas "provam a injustiça da acusação de que estamos a obter proveitos da recente situação", afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em conferência de imprensa, em Lisboa.

A ministra assegurou que, desde 26 de fevereiro, o valor arrecadado com o aumento do IVA foi usado para abater no Imposto Sobre Combustíveis (ISP), num total de 700 milhões de euros. Na sua intervenção, a governante anunciou ainda o reforço dos poderes da ERSE - Entidade Reguladora para o Setor Energético, nomeadamente sancionatórios, "em toda a cadeia do sistema petrolífero nacional, inclusive na refinação".

O gasóleo simples teve esta segunda-feira uma subida líquida de 12 cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples 95 aumentou nove cêntimos por litro.

Na sexta-feira, o Governo anunciou um aumento no desconto sobre o preço dos combustíveis, através da redução de impostos, para cerca de três cêntimos por litro no caso tanto do gasóleo como da gasolina.

O líder do PS, José Luís Carneiro, tem vindo a acusar o Governo de lucrar com a subida dos preços dos combustíveis. Esta segunda-feira, Maria da Graça Carvalho disse que Carneiro está a comparar "realidades que não são comparáveis". José Luís Carneiro "está a referir-se a impostos arrecadados em 2024 e 2025 e nós também nos poderíamos referir aos impostos arrecadados pelo PS", sublinhou.

A titular da pasta da Energia esclareceu ainda que os preços aplicados em Portugal estão em linha com os do resto da Europa e que o aumento verificado está "ligeiramente abaixo da média". No entanto, reconheceu que o aumento do preço dos combustíveis é uma realidade que não pode ser escamoteada e acrescentou que o executivo tem tido, "desde a primeira hora, uma atitude proativa de acompanhamento da crise".

Entre as medidas adotadas, elencadas pela governante, está além do desconto extraordinário, o regresso do apoio ao gasóleo agrícola e o desconto de 25 euros na botija solidária. A estas somam-se, conforme apontou, medidas "que não são mensuráveis em termos financeiros", como o reforço dos poderes da ERSE.

Disse ainda que foi pedido à ERSE o reforço da transparência do mercado e dos custos dos combustíveis. "Pedimos à ERSE para que haja uma informação maior ao público sobre como é feita a formação [do preço] e dos descontos", precisou.

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