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Consumidores trocam mais rapidamente de carro elétrico chinês do que de telemóvel

Negócios 12 de julho de 2026 às 12:51

Idade média destes veículos é de apenas 1,8 anos, o que sugere uma muito mais rápida substituição por parte dos proprietários que procuram modelos novos, com mais autonomia e tecnologia.

Um automóvel é um bem duradouro. É essa a classificação de algo que tem um custo elevado em comparação com outros produtos, como um telemóvel, por exemplo. Mas isso está a mudar com os veículos elétricos, nomeadamente com os carros chineses, que estão a ser substituídos a um ritmo acelerado.

Em maio foram vendidos praticamente sete mil carros elétricos em Portugal. Arne Dedert/AP

Um relatório da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) e da Hejun Consulting, citado pelo 21st Century Business Herald, revela que os veículos elétricos chineses atualmente em circulação têm, em média, apenas 1,8 anos de idade, em comparação com os 8,2 anos dos automóveis com motores a combustão.

O "tempo de vida” destes veículos nas mãos dos consumidores é substancialmente mais curto que o dos automóveis a gasolina ou a gasóleo, sendo até inferior ao tempo durante o qual muitos consumidores mantêm os seus telemóveis.

A explicação está no perfil do consumidor destes veículos, que têm, maioritariamente, menos de 35 anos, que tendem a atribuir grande importância às funcionalidades dos automóveis, nomeadamente a autonomia e a tecnologia oferecida.

Outro fator a pesar na decisão de rapidamente serem substituídos é a rápida desvalorização destes automóveis. Dados citados pelo 21st Century Business Herald indicam que um veículo elétrico conserva, em média, apenas 43,35% do seu valor original ao fim de três anos.

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