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Cada hora trabalhada custou mais 4,7% no 3.º trimestre

Lusa 13 de novembro de 2025 às 11:40

O acréscimo do custo médio por trabalhador foi transversal a todas as atividades económicas, tendo os aumentos sido maiores no setor da construção (6,5%) e menores no da indústria (4,6%).

Lisboa, 13 nov 2025 (Lusa) -- O índice de custo do trabalho (ICT), que mede os custos por hora efetivamente trabalhada, aumentou 4,7% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quinta-feira.
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No trimestre anterior, o ICT tinha aumentado 5,5%, apontou o INE. No trimestre em análise, os custos salariais (por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 4,7% e os outros custos do trabalho (também por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 4,7%. Segundo a autoridade estatística, a evolução homóloga do ICT "resultou também da conjugação do acréscimo de 5,1% no custo médio por trabalhador e do acréscimo de 0,3% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador".
O acréscimo do custo médio por trabalhador, detalhou, foi transversal a todas as atividades económicas, tendo os aumentos sido maiores no setor da construção (6,5%) e menores no da indústria (4,6%). Com exceção da construção, que apresentou um acréscimo maior do que o registado no trimestre anterior, a indústria, os serviços e a Administração Pública registaram aumentos menores. As horas efetivamente trabalhadas por trabalhador aumentaram na Administração Pública e na construção e diminuíram na indústria e nos serviços, sendo que o maior acréscimo foi observado na Administração Pública (1,6%) e o maior decréscimo na indústria (-1,4%). Em resultado destas variações, o ICT aumentou em todas as atividades económicas, tendo o maior acréscimo sido observado na Indústria (6,1%), realçou o INE.
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