Bruno de Carvalho explica negócios de Montero, Alan Ruiz e Bruno César

Record 23 de fevereiro de 2019

Antigo presidente do Sporting admite ainda que contratação de Hernán Barcos pesou dois milhões de euros, apesar de ter sido oficialmente um negócio a custo zero.

No início de 2016, Fredy Montero deixou o Sporting e rumou aos chineses do Tianjin Teda, por 5 milhões de euros, como comunicado à data pelo clube. Em sentido inverso, os leões contrataram Hernán Barcos, também ao Tianjin Teda. A entrada do argentino, oficialmente, teve custo zero mas, na verdade, pesou 2 milhões de euros. O acordo foi realizado naqueles moldes para, admite agora Bruno de Carvalho, baixar o valor a pagar ao Seattle Sounders e a MLS, a liga norte-americana de futebol, que tinham direitos sobre Montero.

"A oferta do clube chinês foi de 7 milhões de euros, tanto que a comissão foram 350 mil euros, ou seja, 5% desses 7 milhões. Do mesmo clube, o Sporting queria o Barcos. O clube chinês pôs-lhe um valor de 2 milhões. Para defender os superiores interesses do Sporting e fazer o negócio da forma mais eficaz e eficiente, preferi fazer 5M€-0M€. Porquê? Porque parte do passe do Montero era do Seattle (Sounders), da MLS. Portanto, assim deu exatamente igual, porque (vender por) 7M€ e pagar 2M€ dá 5 M€, mas paguei uma percentagem menor de dinheiro à MLS", explicou Bruno de Carvalho, este sábado, a Record.

"A proposta, de facto, era de 7 milhões de euros; não era de 5M€. Mas ninguém meteu ao bolso dinheiro nenhum. Foi 7M€ menos 2M€ igual a 5M€. Preferi fazer 5M€ pelo Montero e 0M€ pelo Barcos para pagar menos à MLS", assume BdC, descontente com o que considera terem sido insinuações de Frederico Varandas na conferência de imprensa que concedeu esta sexta-feira. "Ainda ontem, o Varandas disse que na equipa dele ninguém irá meter dinheiro ao bolso", regista.

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