A bola já foi a leilão em 2022 e 2023, com as licitações a atingirem quase 2 milhões de dólares (1,7 milhões de euros) em cada ocasião.
A bola com que Diego Maradona marcou o golo da 'mão de deus' na lendária vitória da Argentina sobre a Inglaterra no Mundial de 1986 vai a leilão, com um valor inicial de 2,2 milhões de euros (ME).
Maradona antecipa-se ao guarda-redes inglês com a mão no Campeonato do Mundo 1986DR
O leilão, organizado pela norte-americana Heritage Auctions, terá lugar de 21 a 23 de agosto, e, apesar de o 'lance' inicial ser de 2,5 milhões de dólares (2,2 milhões de euros), a leiloeira estima que as licitações possam superar os 10 milhões de dólares (8,6 milhões de euros).
A camisola utilizada pelo astro argentino durante este jogo dos quartos de final do Mundial1986, ganho por 2-1 pela sua seleção a 22 de junho de 1986, na Cidade do México, foi vendida por um valor recorde de 9,3 milhões de dólares (oito milhões de euros) em 2022.
A bola já foi a leilão em 2022 e 2023, com as licitações a atingirem quase 2 milhões de dólares (1,7 milhões de euros) em cada ocasião.
A partida em 1986, carregada de simbolismo quatro anos após a Guerra das Malvinas entre os dois países, contribuiu enormemente para a complexa lenda de Maradona, que faleceu em novembro de 2020 aos 60 anos.
Aos 51 minutos, o capitão argentino marcou um golo, claramente com a mão, e, após a partida, referiu-se ao lance, em tom de brincadeira, como "a mão de deus".
Apenas quatro minutos depois, "El Pibe de Oro" marcou um golo inesquecível, partindo do seu próprio campo e driblando quatro jogadores antes de ultrapassar o guarda-redes inglês.
A Argentina viria a conquistar esse Campeonato do Mundo, com uma vitória frente à Alemanha Ocidental na final por 3-2.
Na altura, foi o segundo título de campeão do mundo para a seleção 'albiceleste', depois do sucesso em 1978 e, posteriormente, a seleção comandada por Messi, e que foi vice-campeã no Mundial2026 recentemente disputado (perdeu a final contra a Espanha), conquistou o Mundial2022, no Catar.
A Heritage Auctions explica no seu portal de Internet que o árbitro, o tunisino Ali Bennaceur, declarou numa carta datada de 2023 que recuperou a única bola utilizada durante a partida, obteve a assinatura dos seus assistentes e guardou-a durante mais de trinta anos.
A leiloeira acrescenta que a autenticidade da bola foi comprovada por duas empresas especializadas em memorabilia desportiva, sobretudo com base em fotografias.
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