Pontapés, saltos e caminhadas durante a gravidez

Ana Catarina André 01 de outubro de 2016

Nem tudo é permitido - pelo menos para a maioria das mulheres. Muitas levantam pesos, fazem corrida e natação. Os especialistas alertam: evite as modalidades de alto impacto e fuja do ginásio nas primeiras 12 semanas

Na véspera de ser mãe pela primeira vez, Mafalda Mendes fez natação de manhã e à tarde foi ao ginásio: durante uma hora levantou pesos, praticou exercícios com bolas e elásticos para fortalecer pernas, glúteos e costas, terminou com uma sessão de alongamentos. "Sentia-me muito bem, apesar de ter uma barriga gigante", diz a contabilista, de 33 anos, que engordou 14 quilos na gravidez. "O José Maria nasceu no dia seguinte [30 de Julho de 2013] com 3,170 kg, depois de um trabalho de parto de apenas 40 minutos. A médica ficou surpreendida. Não é habitual que o nascimento do primeiro filho seja tão rápido."

Em 40 semanas de gestação, Mafalda Mendes procurou manter-se em forma. "Assim que soube que ia ser mãe, comecei a tentar encontrar aulas apropriadas. Por precaução, só iniciei o treino depois das 12 semanas (o risco de aborto diminui após este período). Ia ao ginásio duas vezes por semana. Nos últimos dois meses, nos dias em que não treinava, fazia caminhadas de 3 quilómetros com o meu marido", diz Mafalda, que demorou seis meses a voltar ao peso habitual (56 quilos). "Custava-me mais calçar os ténis - implica estar numa posição mais desconfortável - do que ir à ginástica."

Fazer desporto na gravidez é cada vez mais comum, garante Sofia Amorim, directora nacional do programa Mais Vida Portugal, um dos mais antigos do País na área do exercício para gestantes. "Nos últimos seis anos a procura deste tipo de aulas aumentou três vezes", garante a instrutora.

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