Confinamentos não são piores que a própria pandemia, demonstra estudo

Confinamentos não são piores que a própria pandemia, demonstra estudo
Diogo Camilo 21 de julho

Análise entre dados de saúde de países com maiores restrições e poucos casos e países com menos restrições e mais infetados sugere "convincentemente" que o confinamento não é pior que surtos de covid-19. Nem para a saúde mental.

Foram muitos os críticos do confinamento geral para travar a propagação da pandemia, mas os estudos têm vindo a provar que as restrições não são piores que o próprio vírus. 

Uma análise a dados de saúde de todo o mundo, publicada na revista científica BMJ Global Health, procurou saber se o confinamento provocado pelo aumento de casos de covid-19 levou ou não a um aumento da taxa de mortalidade e demonstrou que países onde o confinamento foi menor, o excesso de mortalidade foi maior.

A investigação debruçou-se, não só em óbitos, mas também no funcionamento de centros de saúde, de hospitais, mas também do impacto da pandemia na saúde mental. Assim, foram analisados países que impuseram maiores restrições com poucos casos de covid-19, como a Austrália ou a Nova Zelândia, em comparação com outros em que foram poucas as restrições impostas, apesar do elevado número de casos, como Brasil, Suécia e Rússia. 

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