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A tecnologia que revolucionou o mundo

Haver um telemóvel ou um computador que lhe permite ler este texto, ou até a rede social onde encontra a notícia – nada disso seria possível sem os Estados Unidos. Foram os americanos que inventaram as comunicações à distância e até mesmo a Inteligência (Artificial) que hoje compete connosco.

Foi numa reunião casual no campus universitário de Dartmouth College, em New Hampshire, nos Estados Unidos, que se cunhou o termo “Inteligência Artificial”. Depois de ultrapassadas a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial, a América vivia uma “era dourada” – marcada pelo otimismo e por um forte crescimento económico, assim como pelo nascimento do rock and roll e pela cultura do consumo. Mas, naquele verão de 1956, iniciar-se-ia também uma outra revolução. Um grupo de quatro cientistas da área da computação e da matemática reunia-se para tentar descobrir “como fazer com que as máquinas usem linguagem, formem abstrações e conceitos e resolvam problemas como os humanos” – pode ler-se na proposta da conferência redigida por John McCarthy, um destes quatro pioneiros. Além de ter organizado o evento, o professor da Universidade de Stanford desenvolveu posteriormente aquela que foi a primeira linguagem de programação de inteligência artificial, a Lisp, na década de 1960. O ob- jetivo a que se propuseram não se resolveu naquelas oito semanas, mas lançou o repto. A verdade é que os computadores da época não tinham poder de processamento nem dados suficientes para o conseguirem fazer. Só 60 anos depois dessa reunião, no fim da década de 2010, surgiria a chamada inteligência artificial generativa – capaz de usar dados para criar novos conteúdos e ideias. Na génese da descoberta houve dois momentos determinantes: aquele em que um grupo de empreendedores, entre os quais, Sam Altman e Elon Musk, fundaram a tecnológica americana OpenAI, em 2015; assim como a criação do modelo Transformer pelos investigadores da Google, em 2017. Foi esta tecnologia que revolucionou a forma como as máquinas compreendem a linguagem humana – e permitiu a criação de ferramentas como o ChatGPT, lançado em 2022.

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