Trabalhadores do Diário Económico marcam greve para 10 de Março

Negócios 03 de março de 2016

Em causa está o atraso no pagamento dos salários de Janeiro e de Fevereiro deste ano, assim como do subsídio de Natal. Os funcionários assinalam ainda a "drástica degradação das condições de trabalho que impõem um esforço totalmente desproporcionado aos trabalhadores".

Por Inês F. Alves - Jornal de Negócios

Os funcionários do Diário Económico, do Económico TV e do Economico.pt entregaram esta quinta-feira um pré-aviso de greve de 24 horas para o dia 10 de Março, através do Sindicato de Jornalistas e da Sindetelco.
Este é o mais recente desenvolvimento sobre a difícil situação em que o o grupo de media se encontra, e tem lugar depois de a administração ter admitido, a 23 de Fevereiro, a possibilidade de partir para a insolvência.
"Esta greve constitui uma forma de luta contra o atraso no pagamento dos salários de Janeiro e Fevereiro últimos, bem como do subsídio de Natal, e ainda contra a drástica degradação das condições de trabalho que impõem um esforço totalmente desproporcionado aos trabalhadores para assegurarem o funcionamento dos órgãos de informação para que trabalham, sem que se vislumbre qualquer solução para a situação que vivem", pode ler-se neste pré-aviso de greve.
O documento informa ainda que "a greve será desconvocada ou suspensa logo que sejam pagos os salários relativos ao mês de Janeiro deste ano".
Reconhecendo a necessidade de tomar "esta medida extrema", os funcionários do jornal apelam mais uma vez à sociedade portuguesa para apoiar o projecto, como aliás já tinha sido feito pela Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores no passado dia 23 de Fevereiro. Nesse dia, a administração colocou em cima da mesa um cenário de insolvência, face à ausência de respostas relativas ao processo de venda do grupo de comunicação social. 
Também nesse dia, a direcção editorial solicitou à administração que encontrasse uma solução "no mais breve período de tempo" e acrescentava que não estavam reunidas as condições "para continuar a assegurar produtos com a qualidade a que os leitores e telespectadores do Económico estão habituados".

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