Fecho dos mercados: Europa cede acima de 1% e Trump alivia ganhos do petróleo

Negócios 05 de dezembro de 2018

As principais bolsas europeias alinham-se em quedas acentuadas, com a maioria a afundar mais de 1%. O petróleo, que contava fortes ganhos, aliviou a valorização perante mais um comentário de Trump.

Por Rita Faria - Jornal de Negócios

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,35% para 4.921,15 pontos

Stoxx 600 perdeu 1,16% para os 354,27 pontos
S&500 encerrado devido a luto nacional pela morte de  George H. W. Bush

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 1,7 pontos base para os 1,794%

Euro sobe 0,07% para 1,1351 dólares  

Petróleo em Londres desce 0,48% para os 62,38 dólares o barril

 

Europa com quebras acima de 1%

Na Europa, as principais praças pintam-se de vermelho e registaram quedas pronunciadas. Amesterdão, Paris, Berlim, Londres e Madrid perderam mais de 1%.  O Stoxx600, índice de referência no Velho Continente, caiu 1,16% para os 354,27 pontos.


As bolsas dos EUA estão encerradas por ser dia de luto nacional, em homenagem ao ex-presidente George H. W. Bush, que faleceu na passada sexta-feira, 30 de Novembro. Mas é do outro lado do oceano que chegam parte das notícias que estão a preocupar os mercados: a inversão da curva de rendimentos aumenta os receios de que a próxima recessão dos EUA esteja próxima, repetindo o padrão que se verificou nas grandes recessões dos últimos 40 anos.


O conflito comercial entre os Estados Unidos e a China, em relação ao qual os receios aliviaram face à suspensão temporária das tarifas de parte a parte, volta a preocupar com Trump a declarar-se "um homem de tarifas" no Twitter, deixando uma ameaça para o caso de não conseguir chegar a acordo com Xi Jinping.

Por cá, o PSI-20 fechou com uma queda de 0,35% para 4.921,15 pontos, pressionado sobretudo pela Altri. A papeleira deslizou 7,15% para 6,10 euros, depois de ontem ter sido revelado que um dos seus accionistas decidiu sair da cotada.


Juros de Itália em mínimos de mais de 2 meses

Numa altura em que o Governo italiano se encontra em discussões quanto à proposta orçamental a apresentar à Comissão Europeia, em resposta à rejeição reiterada da primeira proposta, os juros da dívida a dez anos da economia transalpina vêem uma queda substancial: caíram 9,5 pontos base para os 3,060% esta quarta-feira. No mesmo dia, e no rescaldo de um debate "dramático" entre May e os deputados britânicos acerca do acordo do Brexit, o Reino Unido vê um agravamento de 3,5 pontos base para os 1,316% nos juros associados à dívida a dez anos.

Por cá, a taxa das obrigações a 10 anos descem 1,7 pontos base para os 1,794%, em contraste com os juros da dívida alemã com o mesmo prazo, os quais sobem 1,3% para os 0,276%.


Euribor a três meses estável há 20 sessões

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três meses e subiram 0,001 pontos percentuais a seis e 12 meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses manteve-se hoje pela 20.ª sessão consecutiva em -0,316%, o que corresponde ao valor mais alto dos últimos de seis meses. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação subiu hoje para -0,246%, um novo máximo dos últimos seis meses, mais 0,001 pontos. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, foi hoje fixada em -0,141%, mais 0,001 pontos, um máximo de seis meses.

Euro espreita terreno positivo

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