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Dinamarca reforça capacidade militar e alarga serviço militar obrigatório às mulheres

A medida surge na sequência das crescentes "ameaças" e "instabilidade internacional", segundo o exército dinamarquês.

Arrancou esta segunda-feira o programa de serviço militar obrigatório, na Dinamarca, que, pela primeira vez, inclui também mulheres. Com duração de 11 meses (um alargamento dos prévios quatro meses), a medida integra um plano de reforço da capacidade militar do país, motivado pela crescente instabilidade internacional. No total, são cerca de 1.600 recrutas, alocados em vários centros militares.  

Serviço militar obrigatório na Dinamarca arrancou esta semana
Serviço militar obrigatório na Dinamarca arrancou esta semana
Princesa dinamarquesa Isabella, de 19 anos, também iniciou o serviço militar obrigatório
Serviço militar obrigatório na Dinamarca arrancou esta semana
Serviço militar obrigatório na Dinamarca arrancou esta semana
Princesa dinamarquesa Isabella, de 19 anos, também iniciou o serviço militar obrigatório

Em comunicado, o exército dinamarquês sublinhou a necessidade de expandir e reforçar o serviço militar devido à nova realidade "em que as ameaças e a segurança são mais dinâmicas e complexas do que nunca". O chefe do programa de recrutamento, Kenneth Strom, citado na nota de imprensa, explicou que a “extensão do serviço permite utilizar os recrutas em novas funções dentro das capacidades operacionais, o que contribui para a criação de uma força de combate maior e mais ágil”. 

Os recrutas passarão os primeiros cinco meses a receber formação básica e depois farão a transição para o serviço operacional dentro do Exército. Na segunda parte do serviço militar, os recrutas podem ser destacados para desempenhar funções na Dinamarca, incluindo o território autónomo da Gronelândia, para a missão da NATO na Letónia ou integrados na Marinha. 

Com o alargamento do serviço militar obrigatório a ambos os sexos, a princesa dinamarquesa Isabella, de 19 anos, foi uma das jovens que iniciou o programa.  

Em 2024, o Governo dinamarquês propôs alargar o serviço militar de quatro para 11 meses e torná-lo obrigatório também para as mulheres, à semelhança do que já acontece noutros países nórdicos, como a Noruega e a Suécia, justificando a medida com o agravamento da situação de segurança na Europa provocado pela guerra na Ucrânia. 

A data de implementação da nova reforma foi antecipada um ano e o objetivo a médio prazo é aumentar o número anual de recrutas de 4500 para 6500. 

Cerca de um quinto dos recrutas que iniciaram o serviço militar este ano são mulheres, informou o exército dinamarquês. 

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