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EUA ofereceram petróleo a Cuba em troca da saída do Presidente Díaz-Canel, diz jornal

Lusa 11 de setembro de 2026 às 07:33

Plano acabou por não se concretizar devido à resistência do regime cubano.

O Governo dos Estados Unidos propôs a Cuba um acordo em que forneceria petróleo e investimentos a este país em troca da saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel e da privatização da estatal CUPET, revelou hoje o Miami Herald.

President Donald Trump speaks to reporters before he boards Air Force One at Dallas Fort Worth International Airport, Thursday, Sept. Julia Demaree Nikhinson / AP

Segundo o jornal diário, o plano, que acabou por não se concretizar devido à resistência do regime cubano e a pressões políticas em Miami, pretendia que investidores norte-americanos assumissem o controlo do setor petrolífero da ilha e dar a Washington uma influência decisiva no país, segundo uma fonte com conhecimento das negociações que pediu o anonimato.

A proposta foi apresentada diretamente por emissores norte-americanos a Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro e apelidado de "O Caranguejo", e exigia a privatização da União Cuba-Petróleo (CUPET), a empresa estatal cubana responsável por todo o setor dos hidrocarbonetos na ilha.

As conversações decorreram num momento de máxima asfixia que ilha vive, depois da captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado de Havana, durante uma operação militar americana no país sul-americano, em janeiro.

A isto somaram-se as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas aos países que fornecessem petróleo a Cuba, o que limitou ainda mais as suas reservas.

Segundo a fonte do diário Miami Herald, a autorização de venda de petróleo americano a entidades privadas cubanas em fevereiro foi uma demonstração do interesse da Administração Trump.

No entanto, as autoridades da ilha desconfiaram de depender totalmente de uma empresa americana, enquanto a alternativa de criar uma joint venture com investidores internacionais também não resultou.

Além disso, a complexa situação legal da CUPET, que foi processada pela ExxonMobil sobre propriedades cubanas confiscadas pelo governo de Fidel Castro, também não contribuiu para o plano.

A informação do Miami Herald compara este plano com o recente acordo alcançado por Washington com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pelo qual os EUA tomaram o controlo de grande parte das reservas de hidrocarbonetos venezuelanas.

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