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Funcionária da CUF revela que Betty Grafstein tem faturas no valor de cerca de 52 mil euros por regularizar

CM 06 de outubro de 2026 às 22:33
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Na última sessão do julgamento, a 29 de setembro, Betty afirmou que os alegados maus-tratos físicos e psicológicos começaram logo no primeiro ano de casamento.

Decorre esta terça-feira mais uma sessão do julgamento onde o socialite José Castelo Branco é acusado de violência doméstica contra a mulher, Betty Grafstein. 

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A abrir a sessão, Abel Dias, amigo de Betty, confessou que "o José era bruto a falar" e que, embora nunca o tenha visto a bater fisicamente na mulher, chegou a presenciar situações onde o socialite terá sido violento. "Assisti várias vezes a episódios de violência verbal. Uma das vezes chamei-o à atenção, estava a ser demais. A Betty era uma boneca nas mãos dele", disse.

Ainda durante os depoimentos, Abel expôs à juíza que o socialite tirava comida a Betty porque queria que esta fosse magra e garante ter assistido a mais do que uma situação desta natureza, tanto em Sintra como em Nova Iorque. "Tens de fazer dieta, estás gorda. Põe-te direita, pareces corcunda", diz ter ouvido. De acordo com a testemunha, à época dos factos a joalheira teria cerca de 80 anos e não reagia aos comentários do marido. 

Ao ouvir as declarações de Abel Dias, José Castelo Branco mostrou-se chocado. "Quero que a Betty tenha a justiça que acho que merece", afirmou o amigo da joalheira. 

Após a pausa para almoço, foi a vez de David Mota, amigo que chegou a viver com o casal tanto em Nova Iorque como em Sintra, prestar o seu depoimento. Mota confirma que Castelo Branco monitorizava a alimentação de Betty e destacou uma situação onde a vítima dizia que não conseguia calçar os sapatos e José respondia que "tinha de ser". 

Recordando vários períodos entre 2017 e 2019, David Mota assistiu a discussões frequentes e situações de violência na casa de Nova Iorque, sobretudo em momentos que antecediam aparições públicas. Betty estava na casa-de-banho com José a arranjá-la, quando começaram a discutir e o socialite português deu-lhe um soco de mão fechada nas costas. Mota viu abanões, que descreve como "pegar em alguém e agitar", enquanto o casal se arranjava antes dos eventos.

Chegada a vez de Deborah Barton, ouvida por videochamada, a ex-empregada do casal relatou que viu sempre uma relação normal entre Betty e José, marcada apenas por pequenas discussões. 

Contudo, Barton lembrou alguns episódios de violência. Houve uma vez em que José agarrou nos tornozelos de Betty colocou-a na cama violentamente, ato que descreveu como "inaceitável". Olhando para o passado, Barton percebeu que Betty "era uma sombra da mulher" que conheceu.

Para terminar a sessão, foi ouvida uma trabalhadora do departamento de cobranças da CUF que destacou haver faturas ainda por pagar no valor de cerca de 52 mil euros.

Castelo Branco encontra-se nos EUA e, por isso, está presente apenas por videochamada. Durante a parte da manhã da sessão estão a ser ouvidas testemunhas da acusação, entre elas Abel, um amigo de Betty, David Mota e uma ex-empregada do casal. Já na parte da tarde existe a possibilidade de enfermeiros prestarem declarações. 

Recorde-se que na última sessão do julgamento, a 29 de setembro, Betty afirmou que os alegados maus-tratos físicos e psicológicos começaram logo no primeiro ano de casamento e que chegou mesmo a temer pela própria vida. Perante o depoimento avassalador da norte-americana, o socialite estará agora determinado a quebrar o silêncio para refutar as acusações de que batia repetidamente na mulher.

A próxima sessão realiza-se no dia 13 de outubro e serão ouvidas várias testemunhas defesa, entre as quais o filho de Castelo Branco, Guilherme Castelo Branco.