PCP, Livre e BE unem-se para levar ao Parlamento decreto que cria Universidade Técnica do Porto
Alegam falta de transparência e ausência de salvaguardas para professores.
Alegam falta de transparência e ausência de salvaguardas para professores.
Há cada vez mais adesão à greve geral marcada para esta quarta-feira, 3 de junho.
Durante anos a fio os investigadores lecionam com contratos precários e sem remuneração. Académicos e sindicato referem “largas centenas” de casos. Universidades consideram que as aulas fazem parte do pacote remuneratório do contrato, um critério disputado por vários académicos.
Além das propostas do Governo para o pacote laboral Trabalho XXI, o sindicato aproveita a paralisação para recordar reivindicações antigas.
O secretário-geral do PS reafirmou que é favorável a uma reforma do Estado, mas esta tem de ser feita "em diálogo", criticando uma reforma que afeta diretamente "aquele que é o esteio da investigação e do conhecimento no país", sem essa auscultação prévia.
O trabalho científico em Portugal é assegurado maioritariamente por investigadores com bolsa ou com contrato de trabalho a termo.
Esta semana, João Paulo Batalha escreve sobre as restrições à liberdade de expressão e manifestação das democracias da Europa
Esta quarta-feira, investigadores vão reunir-se com o ministro da Educação e Ensino Superior para discutir a nova proposta para a carreira científica.
O ministério acrescentou ainda que está a acompanhar "com atenção as notícias que têm vindo a público", estando a aguardar as conclusões de processos de acompanhamento e de investigação no sentido de se de apurar a verdade.
O ministério de Elvira Fortunato garantiu ainda que "caso se verifique a receção de qualquer denúncia ou denúncias, as mesmas serão de imediato remetidas à Inspeção-Geral da Educação e Ciência para imediata averiguação".
José Moreira, recém-eleito presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, aponta que os casos denunciados são "apenas a ponta de um icebergue".
"O capitalismo colapsa sem o trabalho doméstico das mulheres", defende Cheila Collaço Rodrigues, ativista do núcleo de Lisboa da Rede 8 de Março.
À semelhança do que acontece no ensino básico e secundário, o envelhecimento é um dos principais dilemas com que se debatem as instituições de ensino superior.
Ou associados e para os laboratórios do Estado. É o que dizem os críticos do diploma do governo que privilegia candidatos internos. E nem Marcelo escapa por ter aprovado diploma. PGR e Provedoria de Justiça vão receber queixa.
A presidente do SNESup lembrou que houve "dinheiro que estava orçamentado e não foi gasto": "Se tivéssemos gasto tudo o que estava orçamentado, a diferença seria de 135 milhões de euros", disse.
"Abrir três cursos de medicina significa que temos de ter professores contratados com qualificação própria", explicou Mariana Gaio Alves.